Em reunião ocorrida nesta terça-feira, 10 de janeiro, na sede do Banco do Brasil, em Brasília, a representação dos bancários cobrou garantias aos funcionários de agências em processo de fechamento e aos que tiveram os cargos cortados nos processos de reestruturação iniciado pelo banco em novembro de 2016. O Sindicato foi representado pelo diretor José Adriano de Oliveira.

A Comissão de Empresa do Banco apontou uma série de problemas verificados em cada base, como a dificuldade de realocação dos gerentes de relacionamento para a lateralidade e também situações onde a única opção dada de realocação tem sido com perda salarial.

Foi reiterado ainda a necessidade de respostas quanto ao VCP Permanente (Verba de Caráter Pessoal que mantém a remuneração) como forma de proteger os milhares de funcionários que irão perder o cargo ao final do processo de ajuste dos excessos. O banco informou que ainda não tem a resposta para o VCP permanente, como também não tem a decisão sobre VCP para os caixas que perderão comissão.

Foram realizadas 4563 nomeações desde a abertura do TAO Especial e dos grupos de funções GF7 e GF8 para ascensão. O número de excedentes por grupo de função também foi apresentado até o dia da reunião, sendo o número varia a cada dia.

Abertura do TAO Para ascensão
O Banco informou que na próxima quinta-feira (12) será aberto um TAO (Sistema de Recrutamento) permitindo ascensão profissional para os demais grupos de função. O banco garantiu que toda nomeação ou sequência de nomeações em escada, terá que repor um excesso ao final.

O coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do BB, Wagner Nascimento, considera que a liberação do TAO para ascensão profissional só faz sentido de for ajudar a recolocação das pessoas que perderam funções. “Esperamos que isto acelere o processo de nomeações e que o banco já dê a resposta quanto ao VCP permanente, considerando que alguns grupos têm muito mais excessos que vagas disponíveis. Nosso papel é buscar a proteção dos funcionários na via negocial e também por outros meios disponíveis, inclusive jurídicos.”

Outras reivindicações
A Comissão de Empresa pediu ao banco esclarecimentos e que fosse melhor divulgado aos funcionários de agências em encerramento as informações para onde cada funcionário irá após o fechamento da sua unidade.

Foi reivindicado que nos casos de nomeações com descenso ou lateralidade envolvendo a gerência média, que fosse observada condição de módulo avançado do cargo anterior para o módulo avançado do cargo atual, de forma que minimize a perda salarial nos casos de descenso e mantenha a remuneração nos casos de lateralidade.

Endividamento dos funcionários
Foi solicitado ao banco um levantamento sobre o nível de endividamento dos funcionários, uma vez que há projeção de muitos descomissionamentos ao final do processo de reestruturação e isto impactará na renda das pessoas, e, consequentemente, agravará o nível de endividamento.

Liberação de remoção para os escriturários
Os sindicatos reivindicaram junto ao BB que fizesse a análise sobre antecipar liberação das remoções para os escriturários com o objetivo de facilitar a recolocação daqueles que ficaram excedentes em razão do fechamento de agências ou absorção de mais funcionários na sua unidade. O banco informou que vai analisar essa situação para que a liberação de uma remoção agora não crie um problema de excesso em dobro em determinadas unidades futuramente.

Para José Adriano, o Banco do Brasil deveria dar garantias para os funcionários que perderem suas comissões, tendo em vista que o mapa de vagas mostra que há mais excessos do que vagas. “Por isso devemos estar mobilizados para cobrarmos do BB o VCP permanente para os colegas atingidos pela reestruturação de maneira que nenhum funcionário tenha redução salarial”, destacou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com a Contraf-CUT

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