A força da greve nacional dos bancários nos bancos privados e no Banco do Brasil, que durou oito dias com paralisações em todos os estados e no Distrito Federal,  pressionou os banqueiros e obrigou  a Federação de Bancos (Fenaban) a apresentar ao Comando Nacional dos Bancários no dia  25, uma nova proposta econômica. A nova proposta foi aprovada pelos bancários dos bancos privados e funcionários do Banco do Brasil e encerrou a greve nestes bancos. Os empregados da CAIXA, no entanto, rejeitaram a propostas e continuam em greve por tempo indeterminado.
A greve nacional dos bancários foi deflagrada no dia 18 de setembro, depois  que  a categoria  rejeitou a proposta anterior dos bancos, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais. Desde então o movimento só cresceu em  todo o país.
Bancos privados
Os índices aprovados pelos bancários dos bancos privados contemplam 7,5% de reajuste salarial,  8,5%  de aumento do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação e  10% para a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assim como dos tetos da regra básica e do adicional.
Aumento real
Após oito dias de greve, os bancários forçaram os bancos a apresentar novo índice de reajuste salarial que passou de 6% para 7,5%, correspondendo a aumento real de 2,02%. Já nos pisos de ingresso, o reajuste é maior: 8,5% (aumento real de 2,95%).
 Assim, o salário inicial do escriturário, por exemplo, passa de R$ 1.400 para R$ 1.519. Vale lembrar que o reajuste acaba refletindo também em férias, 13º salário, Fundo de Garantia, entre outras conquistas.
O quadro exemplifica, por faixa salarial, quanto cada bancário receberá.
Parte fixa da PLR tem reajuste de 10%
Pela proposta aprovada, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) corresponderá a 90% do salário mais o valor fixo de R$ 1.540. Dessa forma, o valor fixo foi reajustado em 10% em relação ao ano passado.
A parcela adicional da PLR, que corresponde à distribuição linear de 2% do lucro líquido entre os bancários, também teve o teto reajustado em 10%, passando de até R$ 2.800 para até R$ 3.080. Esse valor é creditado sem desconto dos programas próprios de remuneração dos bancos.
Piso de ingresso é reajustado em 8,5%
A valorização dos trabalhadores a partir do momento que ingressam na categoria é uma importante conquista. Por isso, o movimento sindical tem insistido nas mesas de negociação pelo aumento real nos pisos. Uma forma também de combater a rotatividade no sistema financeiro, pois serve para inibir a troca de trabalhadores apenas para economizar com salários.
Vales refeição e alimentação maiores
Da mesma forma que os pisos, os vales refeição e alimentação e a 13ª cesta-alimentação tiveram reajuste de 8,5%. O auxílio creche-babá subiu 7,5%.
Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, foi a força da greve que mobilizou os bancários em todo o país que arrancou essa nova proposta da Fenaban. “A greve já começou forte e se espalhou rapidamente por todo o país pressionando os bancos a reabrirem as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria. Os bancários do BB e dos bancos privados da base de BH e Região, mais uma vez fizeram bonito e deixamos claro para os banqueiros que a nossa principal arma é a nossa capacidade de mobilização, fruto da garra e da determinação de todos”, afirmou.

 

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