Trabalhadoras e trabalhadores realizam atos, nesta segunda-feira, 6 de maio, em protesto contra a política de privatizações e de sucateamento das empresas e serviços públicos promovida pelo governo Bolsonaro. O Sindicato realizou um ato em frente ao prédio do Banco do Brasil da rua Guarani, no centro de Belo Horizonte, para mostrar à população a importância de defender o patrimônio dos brasileiros.

A data para a mobilização foi escolhida para marcar os 22 anos de privatização da Vale. Duas décadas depois, os resultados da venda da empresa estão mais do que claros com os desastres ambientais e humanos que assolaram Minas Gerais. Às 17h desta segunda-feira, será também realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater a política privatista.

O atual presidente sempre explicitou, mesmo antes da eleição, sua intenção de entregar o patrimônio do Brasil ao mercado privado. Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, vêm promovendo ataques às empresas públicas desde janeiro, além de cortar orçamento de setores essenciais para o desenvolvimento, como as universidades públicas.

No caso do Banco do Brasil, o próprio presidente da instituição, Rubem Novaes, declarou em seu discurso de posse, no dia 15 de março, que “está convencido” de que a empresa “deveria ser privatizada”.

Os ataques ao banco público afetam diretamente os funcionários e todos os brasileiros. Em 2018, o BB lucrou R$ 13,5 bilhões, o que representou um crescimento de 22,2% em relação a 2017. Porém, além do fechamento de agências, foram cortados 2.272 postos de trabalho no mesmo período, prejudicando a qualidade do atendimento à população e sobrecarregando ainda mais os bancários.

A atuação do Banco do Brasil é fundamental para o desenvolvimento do Brasil e se vê ameaçada na atual conjuntura. Hoje, o BB responde por 60% do crédito agrícola no país. O banco é ainda o responsável por financiar a agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que responde por 70% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

Com o desmonte, todo o retorno social do banco público será convertido em lucros para empresários.

“Funcionários e funcionárias do BB devem lutar contra o sucateamento e defender o banco contra a onda privatista a que se presta o governo federal. Não tem sentido fatiar e vender ativos dos bancos públicos. Além de dar lucro, esses bancos têm um importante papel no desenvolvimento e nas políticas públicas do país”, afirmou o funcionário do BB e diretor da Fetrafi-MG/CUT, Rogério Tavares.

Censura nunca mais

Bancárias e bancários também se manifestaram, no ato desta segunda-feira, contra a censura promovida pelo presidente Jair Bolsonaro a uma campanha publicitária do Banco do Brasil. A peça publicitária que desagradou Bolsonaro exaltava a diversidade, com a presença de jovens negros e negras.

Com a decisão, a exibição do comercial foi interrompida e o diretor de Comunicação e Marketing do BB, Delano Valentim, perdeu o cargo.

 

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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e SP Bancários

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