Foto: Alessandro Carvalho

 

Na abertura solene da 20ª Conferência Estadual dos Bancários de Minas Gerais, realizada na noite desta sexta-feira, 25, na sede do Sindicato, bancárias e bancários destacaram a importância da defesa da democracia, dos direitos e da unidade dos trabalhadores diante da dura conjuntura atual.

A Campanha Nacional 2018 será a primeira realizada após a entrada em vigor da reforma trabalhista. Além disso, o país vive um momento de crise política e econômica, com a imposição de um “ajuste fiscal” que visa penalizar trabalhadores e beneficiar os grandes empresários, com o desmonte de bancos públicos e ataques diários aos direitos conquistados pelos brasileiros.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, destacou que o momento é grave e que é preciso reforçar a luta para enfrentar os ataques. “Em toda minha trajetória, sempre estivemos nas ruas lutando pelos direitos da categoria. A luta nunca foi fácil, mas com muita mobilização pudemos assegurar avanços para bancárias e bancários. Estamos, hoje, com 26 anos de Convenção Coletiva de Trabalho e corremos o risco de perdê-la, mas confio na força da categoria bancária, na nossa unidade e na nossa organização”, afirmou.

Além da presidenta do Sindicato, a mesa de abertura da Conferência Estadual foi composta pela presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, pela presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes, pela representante dos empregados da CAIXA no Conselho de Administração do banco, Rita Serrano, e pelos presidentes de todos os sindicatos do interior de Minas filiados à Fetrafi.

Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, afirmou que a luta da categoria permitiu construir um verdadeiro patrimônio, que é a Convenção Coletiva de Trabalho, mas ele está em risco. “É fundamental que a categoria entenda o que está em jogo neste ano. Com o fim da ultratividade, após o dia 31 de agosto, os bancos poderão fazer o que quiserem em relação aos nossos direitos se não tivermos uma nova Convenção assinada. Além disso, vivemos um ano eleitoral e temos que conscientizar a população sobre o modelo de Estado que está em vigor no Brasil, que beneficia apenas os muito ricos. Queremos nosso país de volta, queremos ir além e melhorar a vida dos trabalhadores e de todos os brasileiros”, ressaltou.

 

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