14/03/2012
 

 
Em plenária realizada nesta terça-feira,  13 de março, na sede do Sindicato,  os dirigentes sindicais e bancários de Minas Gerais, além dos delegados eleitos nas assembleias da categoria realizadas em cada sindicato, debateram com dirigentes da Fetraf-MG e membros da  direção da Contraf-CUT, os principais temas que serão abordados no 3º Congresso da Contraf-CUT que ocorrerá nos dias 30, 31 de março e 1º de abril, na cidade de Guarulhos-SP.

O pré-congresso integra uma programação nacional definida pela atual diretoria da Confederação, a fim de fortalecer a participação, democratizar o debate e ampliar os conhecimentos acumulados pelos delegados sobre os temas que serão abordados no 3º Congresso.
 
Os debates  foram conduzidos pelos dirigentes sindicais integrantes da mesa composta por  Magaly Fagundes, presidenta da Fetraf-MG; Carlos Cordeiro (Carlão),  presidente da Contraf-CUT; o presidente do Sindicato de Belo Horizonte e Região, Cardoso;  o diretor do Sindicato e Vice-Presidente da Contraf-CUT, Neemias Rodrigues; Marcel Barros, Secretário Geral da Contrat-CUT e  Roberto Von der Osten (Betão), Secretário de Finanças da Contraf-CUT.
 
Participaram da plenária, os representantes dos Sindicatos filiados à Fetraf-MG, Belo Horizonte, Divinópolis, Ipatinga, Juiz de Fora, Patos de Minas, Teofilo Otoni e Uberaba.
 
Conjuntura

Ao fazer a análise de conjuntura nacional, Carlos Cordeiro (Carlão), presidente da Contraf-CUT, entidade que representa mais de 80% dos trabalhadores do  Ramo financeiro nacional, ressaltou que, apesar de hoje o Brasil se destacar como a 6ª maior economia mundial, o país ainda se encontra entre os 12 países com a pior distribuição de renda do mundo.
 
O presidente da Contraf-CUT enfatizou a importância da formação política para a especialização dos dirigentes sindicais nos diversos temas debatidos pela Confederação. Lembrou que a Contraf-CUT promove periodicamente estes cursos de formação para os dirigentes de todo o país.  “Esses pré-congressos que estão ocorrendo pelo Brasil têm o objetivo de fortalecer  os debates  para o 3º Congresso da Contraf,  já que  irão traçar as metas para o mandato da nova direção que representará os trabalhadores do ramo financeiro no próximo triênio”, afirmou.
 
Segundo Carlos Cordeiro, os sindicatos, federações e a própria Contraf-CUT, devem se empenhar para construir um projeto ousado e desafiador para os próximos três anos. “Dentre os grandes desafios que temos pela frente, precisamos acabar com a rotatividade e a terceirização nos bancos, lutar para garantir a igualdade de oportunidades para todos os trabalhadores e incentivar os dirigentes sindicais a se especializarem em temas de interesse dos trabalhadores e do país como as reformas política, tributária, e do sistema financeiro. Queremos discutir a situação dos correspondentes bancários, condições de trabalho que se encontram precárias em diversos bancos,  levando os trabalhadores ao adoecimento pelas pressões e sobrecargas de trabalho. Temos que discutir também a segurança bancária e não  podemos permitir a retirada das portas de segurança que foi uma conquista dos trabalhadores para garantir a segurança de suas vidas”, afirmou.

Foto: Arquivo SEEB-BH e Região

 

 
Para o presidente do Sindicato, Cardoso, o pré-congresso cumpriu o seu papel ao discutir de forma democrática as reivindicações dos bancários mineiros que serão levadas ao 3º Congresso da Contraf-CUT. “O encontro debateu os principais temas de interesse da nossa categoria em Minas e no final do mês estaremos preparados para levar a nossa contribuição para o Congresso da entidade”, ressaltou.
 
Durante o pré-Congresso foram apresentadas as principais estratégias da Contraf-CUT para o próximo triênio que serão debatidas no 3º Congresso abordando os seguintes eixos:
Eixo 1 – Disputar os rumos da sociedade
Eixo 2 – Lutar pelo emprego decente
Eixo 3 – Definir os rumos do movimento sindical
Eixo 4 – Atualizar o projeto político e organizativo
Eixo 5 – Atualizar o modelo de negociação
Eixo 6 – Construir a autonomia financeira
Eixo 7 – Construir alianças sociais no mundo (política internacional)

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