A Conferência Estadual dos Bancários de Minas Gerais prosseguiu na tarde desta sexta-feira, 17, com mais um painel temático com apresentação da economista e técnica do Dieese Regina Coeli sobre o adoecimento da categoria. Em seguida, a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil e a presidenta da Fetrafi-MG, Magaly Fagundes, apresentaram os resultados da Consulta à categoria da base de BH e região e do interior de Minas Gerais. Os dados servem de subsídio para as discussões da Conferência mas não têm valor de estatística.

Na base de BH e região, o aumento real foi a reivindicação mais votada por bancárias e bancários dentro do tema remuneração fixa direta, sendo considerado uma prioridade para 43% dos bancários que responderam à Consulta. Logo em seguida, com 15% cada um, vieram a ampliação do piso e o Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS).

Dentro da remuneração fixa indireta, a prioridade mais votada foi a cesta alimentação maior, com voto de 42% dos bancários consultados na base do Sindicato. Já em relação à remuneração variável, 52% dos trabalhadores consideram como prioridade uma PLR maior.

No tema de saúde, 25% dos bancários que responderam à consulta já se afastaram por motivo de doença e 27% afirmaram ter utilizado alguma medicação controlada nos últimos 12 meses, o que, mais uma vez, deixa claro o nível alarmante de adoecimento da categoria.

Entre diversos outros temas, a categoria também respondeu questões sobre a pauta política do movimento. Neste assunto, destaca-se que 90% dos bancários consultados são a favor do fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e 76% são favoráveis à democratização da mídia. A grande maioria também se declarou contra as terceirizações e a favor da regulamentação do sistema financeiro no Brasil.

No total, 1.439 bancários responderam à Consulta na base de BH e região. Os dados recolhidos serão reunidos aos de outras partes do Brasil e a Consulta Nacional será apresentada na Conferência Nacional dos Bancários, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto.

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