“Não, não, não, à privatização. Da Caixa Econômica, eu não abro mão”. Esse foi um dos gritos de empregados e representantes de entidades contra a abertura do capital social que marcaram a posse da nova presidente do banco, Miriam Belchior. A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, 23, no teatro da Caixa Cultural, em Brasília.

Enquanto na mesa oficial do evento a ex-ministra recebia o cargo de Jorge Hereda, empregados e representantes de entidades do movimento sindical e associativo protestaram no auditório. Muitos deles com o cartaz “Eu defendo a Caixa 100% pública”.

Em seu discurso, Miriam não tratou do assunto, mas destacou a importância da CAIXA para o país, sobretudo como parceira estratégica do Estado na execução de políticas públicas e sociais. Esse perfil do banco deixa ainda mais claro que não há motivos para a abertura de capital.

Semana de mobilização

Nesta segunda-feira, 23, o Sindicato dos Bancários de BH e Região realizou o Encontro de Delegados Sindicais para debater a importância da CAIXA enquanto banco 100% público. Durante todo o dia, os participantes discutiram o papel social da CAIXA e sua importante contribuição nas políticas públicas. Estiveram presentes diretores, delegados sindicais e importantes lideranças do movimento dos empregados.

Já nesta quarta-feira, dia 25, será realizado, na Câmara dos Deputados, o Ato em Defesa da Caixa 100% pública. O evento é organizado pela Fenae, pela Contraf-CUT e pelo gabinete da deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

Na sexta-feira, 27 de fevereiro, ocorrerá o Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública. Serão realizadas ações em todo o Brasil e, na base de BH e região, os empregados irão retardar a abertura das agências em uma hora.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fenae

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