O Sindicato vem recebendo, através do seu site, várias denúncias de bancários vitimas de assédio nos bancos. Todas elas são encaminhadas diretamente para a presidência da entidade e são posteriormente repassadas aos diretores responsáveis. Em um prazo de cinco dias, elas são apuradas e, se verificada sua veracidade, são encaminhadas para o banco. O Sindicato está  presente durante todo o processo, exigindo do banco providências e o cumprimento do prazo previsto na Convenção Coletiva.

Estatísticas oficiais e pesquisas científicas indicam que, atualmente, os bancários são uma das principais categorias vítimas do adoecimento mental. As cobranças de metas abusivas e a sobrecarga de trabalho geram o assédio moral, que é a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

O assédio moral envolve ameaças, exclusão social, desmoralização, sobrecarga, desvio de função sem justificativa prévia, tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador, insultos, distinção por sexo, exclusão, preconceito, advertências injustas e coação. Enfim, uma série de atitudes que geram danos a saúde física ou mental, causando baixa produtividade e demissões.

Na Campanha Nacional dos Bancários 2010, pela primeira vez na história, a categoria bancária conquistou a inclusão, na Convenção Coletiva de Trabalho, de mecanismos para combater o assédio moral nos locais de trabalho. Já em 2013, bancárias e bancários tiveram mais uma vitória com a redução do prazo para resposta dos bancos sobre as denúncias de 60 para 45 dias. O acordo é um importante instrumento para a prevenção dessa prática.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, é essencial que trabalhadoras e trabalhadores se informem e denunciem este crime. “A denúncia é totalmente sigilosa e somente o Sindicato terá acesso aos dados do denunciante e do denunciado. Essa é uma forma de preservar o ambiente de trabalho sem motivar ou intensificar perseguições e constrangimentos”, ressalta.

Eliana alerta todos os bancários que perceberem um comportamento que se classifica como assédio moral para anotar todos os detalhes da agressão. “Descreva dia, hora, assunto envolvido e, principalmente, a presença de testemunhas. Todos os detalhes são relevantes, facilitam a apuração da denúncia e garantem sua legitimidade. Incentive os amigos e colegas de trabalho que sofreram ou sofrem com abusos e ainda não denunciaram a procurar o Sindicato”, enfatiza.

Clique aqui para denunciar.

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