Trabalhadores cobraram garantia do emprego no Itaú – Foto: Contraf-CUT

 

Representantes dos funcionários do Itaú realizaram, no dia 23 de maio, em São Paulo, mais uma reunião com o banco. Em pauta, estiveram questões como emprego, saúde e o fechamento de agências noticiado pela imprensa. O Sindicato participou da mesa, representado pelo funcionário do Itaú e diretor Ramon Peres e pela diretora de Saúde, Luciana Duarte.

Na reunião, os trabalhadores cobraram do banco informações sobre a notícia de que 400 agências seriam fechadas em todo o Brasil. A instituição garantiu que a informação não é verdadeira e manteve os dados passados no último encontro. Até a data da reunião, houve 86 fechamentos de agências no Brasil em 2019, que envolveram 501 funcionários. Desses, foram realocados 460 trabalhadores e 41 foram demitidos.

Em relação à garantia de emprego, o banco informou que 94% dos trabalhadores foram realocados e que não pretende demitir os funcionários. Os representantes da categoria reforçaram a cobrança pela manutenção do emprego e destacaram que continuam acompanhando os processos de realocação, para que bancários não sejam prejudicados com o aumento da distância de deslocamento de casa para o trabalho.

GT de Saúde – Foto: Contraf-CUT

O encontro também marcou o retorno do Grupo de Trabalho de Saúde, que foi interrompido na época do Campanha Nacional 2018. O primeiro tema debatido foi a cláusula 29, que é a complementação do auxílio doença previdenciário e o auxílio acidentário. Os bancários reivindicam que os afastados possam pagar a dívida de forma parcelada.

O banco apresentou uma nova metodologia, que já vem aplicando há algum tempo, de retirar a dívida da complementação da conta do trabalhador em até três vezes, caso não tenha o valor todo disponível, para não deixar a conta negativada. Os trabalhadores afirmaram que a fórmula ainda é insuficiente e que não funcionará para todos. Por isso, cobraram a opção de parcelamento. O tema voltará à pauta na próxima reunião.

O banco atendeu a um pedido de explicações dos bancários e apresentou o programa de acompanhamento dos licenciados, conduzido por assistentes sociais dentro do Fique OK, e o programa de avaliação clínica complementar, implementados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Curitiba. Nele, os trabalhadores com atestado de afastamento acima de 4 dias são obrigados a se apresentar ao médico do trabalho do banco para fazer uma revalidação do atestado.

Os representantes da categoria afirmaram que, em alguns lugares em que o banco implementou o programa, houve melhoria no atendimento. Porém, destacaram que o movimento sindical é contra o sistema de revalidação de atestados, já que o médico que acompanha o trabalhador é quem, de fato, conhece o caso. Os trabalhadores citaram casos em que o médico do banco diminuiu o número de dias de afastamento dado pelo médico inicial.

Em relação ao programa de readaptação, os bancários reivindicam a volta das negociações para adequação do programa. A categoria cobra que as condições de trabalho também sejam alteradas no retorno, para que o trabalhador não sofra com o mesmo problema novamente.

Foi cobrada do banco, ainda, a solução para os problemas na entrega dos documentos do afastamento. Foi debatida a possibilidade da implementação da entrega desses documentos na plataforma do IU Conecta para diminuir os problemas.

A diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte, que representou a Fetrafi-MG/CUT na mesa, apresentou denúncias dos trabalhadores em relação à clínica médica credenciada para o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e à forma como estão sendo conduzidos os exames. “Cobramos melhoria na avaliação dos trabalhadores que, muitas vezes, não têm sequer suas queixas e o diagnóstico do médico assistente citados em ficha clínica de atendimento”, destacou.

Durante a mesa, os representantes dos trabalhadores cobraram também a definição de calendário para as reuniões do GT. A ideia é fazer reuniões periódicas para avançar os temas em debate.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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