Fotos: Alessandro Carvalho

 

Bancárias e bancários que participam da 21ª Conferência Estadual realizaram, na tarde deste sábado, 29, mais uma mesa temática. Desta vez, foi colocada em pauta a discussão sobre o macrossetor de serviços e a representação sindical no ramo financeiro.

A cientista social e técnica do Dieese Barbara Vallejos falou à categoria sobre a organização dos trabalhadores e da atuação sindical com base em macrossetores, como forma de fortalecer a luta. Nesse sentido, a categoria bancária integra, junto a outras categorias, o macrossetor de serviços.

Destacando o crescimento da participação deste macrossetor na economia, chegando a 73% do valor adicionado em 2017, Barbara explicou que este processo, no Brasil, se dá tanto por um fenômeno moderno, com as novas tecnologias e a terceirização, quanto pela marginalização de trabalhadores, que atuam às margens do mercado de trabalho.

A cientista social também destacou que a reforma trabalhista não gerou os empregos anunciados, à época, pelo governo Temer. Porém, mesmo com o número de desempregados se mantendo no mesmo nível, houve a precarização dos contratos de trabalho com crescimento no número de trabalhadores informais, temporários ou intermitentes.

Em relação ao ramo financeiro, Barbara explicou que, apesar de crescer o número de trabalhadores, segue caindo o número de bancários. “Isso significa que o núcleo protegido tem ficado menor enquanto o trabalho mais precário cresce”, afirmou.

Apresentando diversos dados, a técnica do Dieese relatou os problemas e desafios ligados à representação dos trabalhadores no cenário atual, em que 700 mil trabalhadores do ramo financeiro não são representados pelos sindicatos de bancários. Além disso, vem caindo a taxa de formalização dos trabalhadores no setor, com o aumento no número autônomos e contratos de pessoa jurídica.

Já o diretor do Sindicato e secretário de Organização e Política Sindical da Contraf-CUT, Carlindo Dias (Abelha), afirmou que os sindicatos precisam atuar e se organizar para garantir a representação dos trabalhadores diante das mudanças. “Estamos em um novo momento, com muitos desafios pela frente, mas podemos crescer na crise”, destacou.

 

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