Fotos: Alessandro Carvalho

Bancárias e bancários de todo o Brasil realizaram, nesta quinta-feira, 20 de abril, um Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Bancos Públicos. O Sindicato realizou um ato com a “Porta do Inferno” na região central de Belo Horizonte, próximo às agências Século da CAIXA e Carijós do Banco do Brasil, para denunciar o desmonte que vem sendo promovido pelo governo Temer. Trabalhadoras e trabalhadores também se vestiram de preto nas unidades de trabalho para mostrar sua indignação.

Desde a chegada de Temer à presidência, medidas tomadas pelas direções dos bancos públicos já causam efeitos diretos na vida dos trabalhadores. Na CAIXA e no BB, reestruturações e programas de desligamento voluntário intensificaram a falta de bancários nas agências e a sobrecarga de trabalho. Além disso, o fechamento de agências mostra a intenção do governo de diminuir o papel destes bancos, que são fundamentais para a execução de políticas sociais e para o desenvolvimento do Brasil.

A CAIXA, por exemplo, tem participação superior a 2/3 do mercado de crédito imobiliário no país. Já o Banco do Brasil e o BNB (Banco do Nordeste do Brasil) são responsáveis por 70% do volume dos créditos concedidos para a agricultura familiar.

A estratégia de enfraquecimento adotada por Temer remete à era FHC, quando o fantasma da privatização rondou os bancos públicos federais. Foi a resistência dos trabalhadores que impediu a entrega do patrimônio dos brasileiros para o capital privado.

A deputada estadual Marília Campos, que já presidiu o Sindicato, esteve presente no ato desta quinta e manifestou seu apoio à luta da categoria. Durante a manifestação, o Sindicato também conversou com os trabalhadores sobre as ameaças representadas pelas reformas da Previdência e trabalhista e convocou todos para a Greve Geral.

“Seguimos com nossa mobilização nas ruas e destacamos o importante papel dos bancos públicos para o crescimento do Brasil e a construção de um país mais justo, com menos desigualdade. Os ataques de Temer contra os trabalhadores e o patrimônio do povo são diários e, por isso, temos que resistir. Bancárias e bancários da base de BH e região já decidiram pela adesão à Greve Geral do dia 28 de abril e contamos com a participação de todos para que que possamos parar o Brasil e dizer não ao desmonte”, destacou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Saiba mais sobre a Assembleia que aprovou a Greve Geral.

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