Dirigentes sindicais criticam descaso do banco nas negociações (Foto: Confraf/CUT)

 

Em reunião realizada nos dias 8 e 9 de dezembro, em São Paulo, os representantes dos bancários do Bradesco de todo o país discutiram  ações e estratégias de organização para avançar nas negociações com o banco em 2015. O Sindicato foi representado pelo diretor Welington Marinho.
Entre as principais reivindicações, já definidas pelos trabalhadores, estão o programa de reabilitação profissional, parcelamento do adiantamento de férias, concessão do auxílio-educação e a extensão do vale-cultura para todos os trabalhadores. Durante a reunião, os representantes dos bancários demonstraram claramente a sua insatisfação com o Bradesco e denunciaram que muitos funcionários estão pedindo demissão  para buscar oportunidades de trabalho e de carreira que não encontram no banco, que apesar de ser uma das empresas mais lucrativas do país assiste passivamente a fuga de mão de obra por conta da falta de valorização.

O Coletivo também debateu a necessidade de fortalecer a luta para tornar direito adquirido o plano de saúde pós-aposentadoria, o qual vem sendo conquistado por inúmeros funcionários por meio da Justiça. Uma das reivindicações dos bancários  é para que o plano de saúde pós-aposentadoria faça parte da Convenção Coletiva da categoria, evitando  o desgaste dos trabalhadores em ter que acionar a Justiça, após vários anos de dedicação ao Bradesco.

 

Os representantes dos funcionários denunciaram também  que não tem havido disposição do banco em atender essas demandas nos recentes processos de negociação. Na contramão dos imensos lucros, os bancários convivem com demissões, assédio moral, metas abusivas, rotatividade, adoecimento, problemas  estes que só crescem dentro do banco.

 

Os representantes nacionais demonstraram ainda claramente a  insatisfação dos funcionários com o Bradesco, sendo que  nas constantes reuniões com a área de RH do banco foram entregues várias reivindicações e praticamente não houve avanços em nada, nem mesmo em relação ao auxílio educação. O banco é o único dentre os maiores do país que não possui parcelamento do adiantamento de férias que outros já possuem, mas o Bradesco se recusa a discutir.

 

 

Para o diretor Welington Marinho, somente com muita mobilização os funcionários conseguirão arrancar avanços do Bradesco. “Precisamos ter clareza de que somente com mobilização conseguiremos avançar em nossas reivindicações, principalmente em relação a reabilitação profissional e ao parcelamento de adiantamento de férias  que foi solicitado ao banco há quase dois anos e até hoje não obtivemos nada de resposta”, afirmou.

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