Os bancários do Bradesco entregaram, nesta segunda-feira, 11, a minuta reivindicações específicas à direção do banco. O funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, participou da entrega como representante da Fetrafi-MG/CUT.

O documento é resultado do Encontro Nacional dos Bancários do Bradesco, realizado na semana passada em São Paulo. O emprego é uma das questões centrais da pauta, principalmente diante das novas regras que entraram em vigor após a reforma trabalhista. Confira a minuta na íntegra.

Os representantes dos trabalhadores abordaram ainda o fechamento das agências. No último ano, 414 agências foram fechadas. “Nós cobramos contratações de novos funcionários, pois em muitos locais há uma sobrecarga de trabalho. É importante que eles sejam contratados como bancários, pela CLT, e não de qualquer outra maneira permitida pela nova lei”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

O novo diretor de Recursos Humanos do Bradesco informou que, até então, as contratações têm ocorrido como bancários e que não há nenhuma orientação diferente.

Outro tema debatido foi a implantação do programa Smart, no qual o cliente avalia o contato com o banco por meio de SMS.  O banco informou que a ferramenta não veio para punir e sim para apoiar. No caso de “Não conformidade (N)”, só há impacto no programa de objetivos (POBJ) na segunda vez que acontece. O Bradesco informou também que a avaliação negativa não impacta no POBJ.

O movimento sindical denunciou que, na realidade, o Smart está sendo usado para punir e que esta é a sensação dos funcionários. Em alguns locais, há inclusive gestores ameaçando bancários de demissão. Por isso, os representantes da categoria solicitaram que o banco reoriente a área comercial.

“O banco confirmou que o bancário não sabe qual cliente deu a não conformidade e que não lhe é dado direito de defesa. O que é muito ruim, pois o bancário pode ter se atrapalhado na hora de informar qual cliente foi contatado. Destacamos a importância dessa questão ser revista”, explicou Juvandia.

Outro problema apontado pelos trabalhadores foi o ranking das não conformidades. “A CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) proíbe qualquer tipo de exposição dos bancários com ranqueamento. Cobramos o banco, que reafirmou que cumpre a Convenção e que os locais onde estiver ocorrendo devem ser apontados ao RH que eles tomarão providências”, afirmou Gheorge Vitti, coordenador em exercício da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Bradesco.

Os bancários também abordaram a situação das pessoas que estão recebendo alta do INSS, após um período de aposentadoria por invalidez, em relação ao seu retorno e acolhimento ao local de trabalho. Muitos ainda ficam sem informações sobre onde devem se apresentar, já que o local de origem foi fechado. Neste sentido, o banco orientou que os trabalhadores podem se apresentar em qualquer agência.

Os demais pontos da minuta específica serão debatidos na sequência das negociações. A direção do Bradesco ficou de informar as datas disponíveis para as próximas reuniões.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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