Fotos: Arquivo Sindicato

Como parte da Campanha de Valorização dos trabalhadores do Bradesco, o Sindicato realizou, nesta quinta-feira, 16 de julho, na agência Centro do banco em Belo Horizonte, ato por melhores condições de trabalho, contra as demissões, o assédio moral e as cobranças por metas abusivas nas unidades de trabalho. A mobilização dos funcionários ocorre em todo o Brasil no mesmo dia em que é realizada a primeira mesa de negociação entre os trabalhadores e o banco para tratar da pauta específica dos funcionários, entregue ao Bradesco no dia 23 de junho.

Durante o ato, os diretores do Sindicato distribuíram um jornal que denunciou os problemas vividos pelos trabalhadores do Bradesco, com destaque para o assédio moral e a importância da denúncia de todos os casos.

Apesar de ser o segundo maior banco privado do Brasil e ter lucrado mais de R$ 4,27 bilhões no 1º trimestre de 2015, o Bradesco segue desrespeitando os trabalhadores e fechando postos de trabalho em todo o país.

Se, nas propagandas de TV, o Bradesco tenta passar a imagem de empresa consciente que valoriza as pessoas, nas unidades de trabalho os bancários sofrem diariamente com o assédio moral, pressões para o cumprimento de metas abusivas, desvios de função e sobrecarga de trabalho. O problema grave também afeta clientes e usuários dos serviços do Bradesco, que têm que lidar com o crescimento das filas e a queda na qualidade do atendimento.

O Sindicato exige que o Bradesco respeite a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada com os trabalhadores. No texto da cláusula 56ª, por exemplo, os bancos se comprometem no sentido de que “o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho”. Já a cláusula 36ª proíbe a exposição de rankings individuais e a cobrança de metas por qualquer aparelho ou plataforma digital.

Além disso, desde 2010, a CCT conta com mecanismos de combate ao assédio moral nos locais de trabalho. Em 2013, bancárias e bancários tiveram mais uma vitória, com a redução do prazo para resposta dos bancos sobre as denúncias de 60 para 45 dias.

A pauta de reivindicações dos funcionários do Bradesco cobra ainda Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior, auxílio-educação, parcelamento de férias, plano de saúde para os bancários aposentados e para os pais de bancários, e melhorias nas coberturas e na rede credenciada dos convênios médico e odontológico, entre outras questões.

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