Os bancários do banco Itaú  realizaram ontem, dia 23, paralisação na agência do Itaú na Praça Sete em Belo Horizonte. O Ato integra as atividades da  Jornada Internacional de Lutas que ocorre entre 21 e 25 de novembro no Brasil e em vários países da América Latina onde existem agências do banco.  
 Os bancários reivindicam o fim das demissões, emprego decente, respeito e condições de trabalho. Em Belo Horizonte, os funcionários protestaram contra as demissões ocorridas neste ano, pelo fim do assédio moral e contra a ampliação da jornada de trabalho durante esta semana, quando o banco insiste em prorrogar o atendimento até as 19 horas para renegociação de dívidas dos clientes inadimplentes. 

O Sindicato deixou claro para a direção do banco que se quiserem ampliar a jornada de trabalho dos bancários, que seja em dois turnos de 6 horas, conforme proposta dos sindicatos cutistas nas mesas de negociações com a Fenaban, e não da forma arbitrária como fez.

 Para o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Kennedy Santos, a estratégia do banco de manter os seus funcionários da área comercial de plantão até as 19 horas fracassou nos dois primeiros dias. “A baixa presença de clientes à procura de  acordo para renegociação das dívidas frustrou a expectativa do Itaú, além de deixar os bancários insatisfeitos com a obrigação de trabalhar após o horário. Como quase ninguém apareceu para renegociar suas dívidas, mais uma vez quem pagou pelo erro do banco foram os bancários. Ninguém aguenta mais  tanta irresponsabilidade. O Itaú precisa parar de inventar estratégias absurdas e construir uma politica que valorize seus funcionários, com melhores salários e condições de trabalho dignas, ao  invés de promover funcionários sem reajuste salarial ou demitir os verdadeiros responsaveis pelo lucro, como vem acontecendo nos segmentos da área comercial. O lucro do Itaú  não pode ser obtido com pressão e assédio moral” afirmou.

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