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O Sindicato realizou nesta segunda-feira, dia 30, na agência 0590, situada na esquina das Ruas Carijós e São Paulo, um ato contra as demissões que vem acontecendo sistematicamente no banco desde outubro de 2016.

Apresentando representações que remetem ao terror das demissões, o Sindicato paralisou as atividades da agência até 11hs para protestar contra o fechamento de postos de trabalhos e esclarecer os bancários e a população o quanto o Itaú contribui para o aumento do desemprego no país. Também às 11hs ocorreu uma reunião no Ministério do Trabalho e Emprego(MTE) visando buscar medidas que evitem a demissão em massa que está sendo implementada pelo Itaú.

Os lucros do Itaú mostram que não há motivos para tanta demissão. Em 2015, o banco lucrou líquido R$ 23,8 bilhões e em contrapartida demitiu 2711 trabalhadores. Já em 2016, o banco lucrou R$ 16,3 bilhões até o mês de setembro, tendo demitido, no mesmo período, 1.744 bancários. Um dado relevante é que, somente com a cobrança de tarifas bancárias, o Itaú cobre mais de 150% da sua folha de pagamento.

Reunião no Ministério do Trabalho e Emprego

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Durante reunião no MTE, o banco não deu nenhuma resposta sobre as propostas já apresentadas a ele alegando que o debate sobre o emprego é tratado em nível nacional. Questionado sobre o descaso com a reunião com o Sindicato, que aconteceria no dia 13 de janeiro, o banco se limitou a justificar que o Superintendente de Relações do Trabalho estava de férias. Os representantes dos funcionários argumentaram que existem especificidades estaduais, a exemplo das demissões de trabalhadores prestes a adquirir a estabilidade pré aposentadoria, ressaltando a situação de bancários que vieram de instituições financeiras privatizadas, como é o caso dos ex-bemgeários. Outra situação a se observar é a de funcionários com mais tempo de banco, do próprio Itaú ou que vieram de instituições financeiras adquiridas ou objeto de fusões realizadas pelo Itaú.

Além disso, o Sindicato destacou que também ocorrem as demissões de trabalhadores em tratamento médico, fato que o banco conhece através do histórico de seu plano de saúde e da entrega de atestados e relatórios médicos. Mesmo com o Sindicato exigindo que o Itaú não cometa este equívoco quando da homologação do contrato de trabalho, o banco mantém o desligamento. O Sindicato, em defesa dos trabalhadores, não realiza a homologação por entender que o trabalhador ingressa apto na empresa e, obrigatoriamente, o banco não poderá demiti-lo inapto.

Outra questão obscura para os bancários é em relação à cota de Pessoas com Deficiência (PCDs) que são demitidas sem que o banco comprove que contratou outra na mesma condição no lugar, conforme exige a legislação vigente.

Ficou registrado na ata da reunião de mediação no MTE “que foram salientadas pela representação sindical, nesta oportunidade, como indispensáveis a não efetivação e as reversões, entre outras, de dispensas de trabalhadores próximos do período de garantia de emprego pré-aposentadoria e/ou em tratamento de problemas de saúde”.

Pelo lado do banco, ficou o compromisso de fazer uma reunião para tratar de assuntos gerais, no dia 17 de fevereiro de 2017, às 11h na Unidade de Relações Sindicais localizada na Rua Albita.

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