Em defesa do emprego, contra as demissões e o fechamento de agências do Itaú, funcionárias e funcionários do banco realizam uma Semana Nacional de Luta a partir desta segunda-feira, 27 de maio. Com atos e paralisações, a categoria exige que o Itaú respeite os trabalhadores e tenha responsabilidade social.

Em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, o Sindicato deu início à mobilização com a paralisação parcial, até meio dia, das agências do banco na região da Savassi. Os bancários chamaram atenção para os lucros bilionários que o banco obtém a cada ano, com crescimento mesmo durante a crise.

Em 2018, o Itaú lucrou R$ 25,733 bilhões, um crescimento de 3,4% em relação a 2017. Porém, no último trimestre do ano, foram fechados 597 postos de trabalho. Além disso, em 2019, já foi registrado o fechamento de 86 agências físicas do banco em todo o país.

Em reunião realizada em 2 de maio, em Belo Horizonte, o Sindicato cobrou o banco sobre as demissões e o fechamento de agências. Os representantes dos funcionários denunciaram casos de desligamentos de bancários após apenas uma avaliação negativa, trabalhadores com 15 ou 20 anos de banco que são demitidos com a justificativa de não se enquadraram no “perfil” e funcionários demitidos durante o Programa de Retorno ao Trabalho.

Para Valdênia Ferreira, funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, o banco está causando pânico entre os funcionários com o encerramento de várias unidades e consequentemente as demissões. “Apesar de os representantes do Itaú afirmarem que todos os funcionários das agências encerradas serão realocados, não assumem que, antes destas realocações, já realizaram desligamentos em outras unidades para gerar as vagas. O Sindicato constatou que os principais alvos das demissões são funcionários mais antigos, que sempre atingiram as metas abusivas cobradas diariamente, levando o Itaú a ser o maior banco do hemisfério sul”, ressaltou Valdênia.

A bancária destacou que o Sindicato continua lutando em defesa dos empregados e contra as demissões em massa praticadas pelo Itaú. “Neste momento, em que os índices de desemprego no país aumentam, o banco que lucrou mais de R$ 25 bilhões em 2018 e que deveria estar promovendo contratações para minimizar a crise que ele mesmo ajudou a criar, por meio de tarifas e juros altos, vai no sentido contrário, elevando ainda mais o número de desempregados”, afirmou.

 

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