Nesta terça-feira, 28, o Sindicato mobilizou bancários de quatro agências do Itaú, no centro de Belo Horizonte, em defesa do emprego, contra as demissões e o fechamento de agências. Funcionárias e funcionários paralisaram suas atividades até o meio dia, e ao final, reuniram-se para falar sobre o fechamento de quase 100 agências do Itaú somente em 2019 em todo o país.

Segundo publicado pela imprensa nacional, está previsto o fechamento de pelo menos 400 agências para esse ano, mas o banco nega e afirma que o número oficial são 99 unidades.

Mesmo assim, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, coordenada pela Contraf-CUT, protesta contra o grande número de desempregados, pais e mães de família, gerados pela falta de responsabilidade social do banco em sua busca por lucros cada vez mais exorbitantes.

“Nada justifica que um banco que lucrou R$25,7 bilhões de reais, somente em 2018, promova tanto desemprego. Isto, principalmente, em um momento em que o governo federal trabalha pela retirada de direitos, por meio das reformas trabalhista e previdenciária que só beneficiam empresários e banqueiros, empobrecendo os trabalhadores”, afirmou Cléber Wolbert, funcionário do Itaú e diretor do Sindicato.

Para Jacqueline Cardozo, funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, o banco deve ter responsabilidade com os trabalhadores brasileiros. “Estamos vivendo uma grave crise no Brasil e, mesmo assim, o Itaú continua aumentando seus lucros ano a ano. É absurdo que o maior banco do hemisfério sul siga demitindo e piorando o quadro grave de desemprego no país. Por isso, estamos em luta permanente para defender o emprego de funcionárias e funcionários do Itaú”, destacou.

 

Compartilhe: