Será realizada, nesta quinta-feira, 6 de julho, na sede do Sindicato dos Bancários de BH e Região, Assembleia Geral Extraordinária para discussão e deliberação acerca do Programa Próprio de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) do Mercantil do Brasil para o ano de 2017. A Assembleia ocorrerá às 18h em primeira convocação e às 18h30 em segunda convocação.

Diante do impasse das negociações com o banco e o fim do prazo para votação do Programa Próprio, o Sindicato, ponderando sobre os problemas existentes no Programa Próprio e também enfatizando alguns avanços obtidos nas negociações sobre o tema, convoca a Assembleia para que todos os trabalhadores do Mercantil, sindicalizados ou não, tenham a oportunidade de participar do debate sobre a aceitação ou rejeição da proposta.

Durante vários meses, os sindicatos cobraram intensamente que o Programa Próprio apresentado pelo Mercantil contemplasse de forma mais justa e igualitária a todos os funcionários do banco, independentemente da área de atuação. Nas negociações, foram exigidas do banco explicações sobre a PLR de 2016, que frustrou bancárias e bancários com pagamentos mínimos em relação à segunda parcela. O Sindicato dos Bancários de BH e Região também ingressará com ação contestando os valores recebidos à época.

Com a pressão dos sindicatos, houve avanços, na PLR de 2017, em relação a um valor anual de referência a ser pago pelo Mercantil na última parcela do acordo. Ele pode chegar a até R$ 1.000,00 além da remuneração de PLR, se forem cumpridas minimamente metas de obtenção de lucro por parte do banco.

Também foi mantida a cláusula no acordo próprio que obriga o Mercantil do Brasil a remunerar os trabalhadores pela opção mais vantajosa financeiramente entre o Programa Próprio e a regra básica da PLR da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários. Para o pagamento integral do programa, a meta anual é de R$ 60 milhões em 2017.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, o Programa Próprio ainda é muito desigual em relação às áreas de atuação do banco. “Como modelo de interação motivacional de toda a equipe do banco, o Programa Próprio ainda necessita de vários ajustes para contemplar os anseios de todos os trabalhadores que lutam e se esforçam para o cumprimento das metas. A direção do Mercantil tem o dever moral de buscar soluções para a resolução destes problemas e garantir a premiação justa a todos os seus funcionários”, observou.

Vanderci Antônio da Silva, também funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, destacou que, “apesar de nós funcionários não termos nada a perder com a assinatura do acordo de PLR, pois se paga a que for maior, não se justifica a mudança em relação aos primeiros acordos. Eles eram mais justos, uma vez que as metas de despesas operacionais eram desvinculadas das metas de lucro líquido. Hoje, não adianta os trabalhadores do Mercantil se esforçarem pela redução de despesas, pois só recebem caso o banco atinja a meta absurda de R$ 60 milhões. Tentamos de todas as formas desvincular o pagamento das metas, mas o banco mais uma vez negou”, criticou o diretor.

 

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS FUNCIONÁRIOS DO MERCANTIL DO BRASIL

Data: 6 de julho de 2017, quinta-feira.
Horário: às 18h em primeira convocação e às 18h30 em segunda convocação.
Local: sede do Sindicato – Rua dos Tamoios, 611 – Centro – Belo Horizonte.
Em pauta: 1) Discussão e aprovação acerca da proposta de programa próprio de participação os lucros e resultados do Banco Mercantil do Brasil S/A – 2017; 2) Demais assuntos de interesse da categoria.

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