Encerrou-se neste domingo, 9 de julho, no município de Caeté, a 19ª Conferência Estadual dos Bancários de Minas Gerais. Foram aprovadas as propostas que serão levadas à Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo, escolhidos os delegados e delegadas que irão ao evento nacional e também indicados os representantes das comissões temáticas e comissões de empresa.

O evento, que se iniciou na sexta-feira, 7, teve como mote a defesa da democracia e a luta contra a retirada de direitos. Estiveram presentes 80 delegados de Belo Horizonte e de municípios do interior que fazem parte da base da Fetrafi-MG/CUT.

Neste domingo, bancárias e bancários realizaram uma mesa sobre a Campanha Nacional 2017/2018. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, e a presidenta da Fetrafi-MG, Magaly Fagundes, falaram aos delegados sobre as negociações com os bancos.

Eliana Brasil destacou a importância do acordo de dois anos assinado em 2016. “Temos orgulho de ter assinado este acordo, que garantirá aumento real para a categoria em 2017. Neste ano, continuamos discutindo com os bancos as demandas da categoria e, neste sentido, são muito importantes as mesas permanentes de negociação com a Fenaban e específicas por banco. Além disso, é fundamental a luta contra as reformas, contra o desmonte promovido pelo governo golpista e em defesa das empresas públicas”, afirmou.

Em relação à Campanha Nacional dos Bancários, os participantes da Conferência também afirmaram que, mesmo sem a negociação com os bancos sobre o índice de reajuste, é essencial que a categoria se mobilize por temas como o emprego, a saúde e as condições de trabalho, assim como por pautas gerais de defesa dos trabalhadores.

Após a discussão sobre a Campanha, os grupos temáticos que se reuniram na noite deste sábado, 8, apresentaram o resultado de suas discussões e propostas para ser levadas para a Conferência Nacional, que será realizada entre os dias 28 e 30 de julho. Entre os temas tratados estavam a defesa da democracia e dos direitos, reforma da Previdência, reforma trabalhista, terceirização, defesa do emprego e defesa dos bancos públicos.

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