Bancárias e bancários de bancos públicos e privados de todo o Brasil iniciam, nesta terça-feira, 6 de outubro, greve por tempo indeterminado. Neste primeiro dia, trabalhadores da base de BH e região realizarão ato em frente à Agência Século da CAIXA, na esquina das ruas Carijós e Espírito Santo, no centro de Belo Horizonte. A concentração ocorrerá a partir das 11h.

A deflagração da greve foi aprovada no dia 1º de outubro em Assembleia Geral Extraordinária realizada na sede do Sindicato. Nesta segunda-feira, 5, trabalhadoras e trabalhadores da base de BH e região realizaram assembleia organizativa para debater as estratégias de mobilização.

A categoria reivindica 16% de reajuste (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), entre outras pautas, como o fim do assédio moral e das metas abusivas. A Fenaban ofereceu apenas 5,5%, o que representa perda real de 4% para os salários e demais verbas da categoria, já que a inflação acumulada de agosto ficou em 9,88% (INPC).

Outra proposta rechaçada pelos bancários foi o abono de R$2.500,00, o qual não se integra ao salário, tem incidência de imposto de renda e INSS, além de representar total retrocesso em relação aos últimos anos. Entre 2004 e 2014, os bancários conquistaram, com muita mobilização, 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% nos pisos.

Reivindicações da categoria na Campanha Nacional 2015

Reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).

PLR de 3 salários mais R$7.246,82.

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

Fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade, combate às terceirizações e pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos.

Pagamento de auxílio-educação para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de vigilantes nas unidades, portas de segurança na entrada do autoatendimento, biombos, abertura e fechamento remoto das agências e fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades, com o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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