Foto: Alessandro Carvalho

Bancárias e bancários da base de BH e região paralisaram suas atividades e foram às ruas na sexta-feira, 28 de abril, dia da grande Greve Geral que contou com a participação e apoio de cerca de 40 milhões de brasileiros. Com o movimento, a sociedade deu um forte recado ao governo Temer de que não serão aceitas as reformas que pretendem destruir direitos conquistados.

O Sindicato participou do ato que teve início na Praça da Estação, em Belo Horizonte, e percorreu diversas ruas da região central da capital mineira. Mesmo debaixo de chuva durante a manhã do dia 28, os trabalhadores realizaram uma forte manifestação que contou com a presença de diversas categorias e movimentos sociais.

O protagonismo da categoria bancária e do Sindicato na Greve Geral foi reconhecido mesmo pela grande mídia, que vem tentando esconder a força da mobilização dos trabalhadores. Reportagem publicada no jornal Estado de Minas do último sábado, 29 de abril, destacou que “o movimento que pregou greve de todas as categorias foi liderado na capital mineira pelas centrais sindicais e, principalmente, pelos sindicatos dos professores das redes pública e particular e dos bancários”.

Foto: Alessandro Carvalho

A Greve Geral contou com a adesão de todas as centrais sindicais brasileiras, que se uniram contra as reformas da Previdência e trabalhista de Temer. As propostas pretendem dificultar a aposentadoria dos brasileiros e flexibilizar direitos, destruindo, na prática, as garantias da CLT e a legislação trabalhista. A reforma trabalhista pretende, ainda, dificultar o acesso dos trabalhadores à Justiça do Trabalho.

Os trabalhadores também protestaram contra a lei da terceirização irrestrita, aprovada em março pelo Congresso e sancionada por Michel Temer. Ela permite que qualquer função seja terceirizada nas empresas, com risco de redução nos salários e cortes em direitos.

Entre as pautas dos bancários, estava também a defesa dos bancos públicos. CAIXA e Banco do Brasil já vêm sofrendo ataques do governo com o objetivo de enfraquecer seu importante papel social. As reestruturações e os cortes de postos de trabalho geram sobrecarga de trabalho nas agências e prejudicam também o atendimento à população.

“Nenhum direito a menos. Este foi o grito de brasileiras e brasileiros que pararam o Brasil no dia 28 de abril. Nossa Greve Geral mostrou a unidade dos trabalhadores para enfrentar as reformas nefastas do governo Temer, que tenta se aproveitar da crise para destruir, às pressas, nossas conquistas. E a luta continua. Seguiremos nos organizando para impedir qualquer retrocesso e denunciando os parlamentares que votam contra os trabalhadores”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Confira mais imagens da Greve Geral abaixo:

Fotos: Alessandro Carvalho

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