Nesta quinta-feira, 6, ocorre a segunda reunião de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema a ser discutido no encontro, que começa às 14h, será o emprego. Na minuta entregue pela categoria aos bancos, está a manutenção do emprego como uma das prioridades.

A preocupação manifestada na minuta se explica diante das demissões que ocorrem este ano na categoria, mesmo em meio à pandemia. Quando começou a quarentena, os três maiores bancos privados – Santander, Bradesco e Itaú – se comprometeram na mesa de negociações a não demitir durante a pandemia. O Santander, porém, foi um dos que descumpriram o acordo e demitiu cerca de 700 bancárias e bancários no período.

Além do Santander, outros bancos como Mercantil do Brasil, Original, Carrefour e C6 também estão demitindo. O Mercantil do Brasil, por exemplo, demitiu mais de 60 trabalhadores em plena pandemia.

Medo

O medo da demissão está presente na categoria. Em pesquisa realizada em julho pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) entre bancários que estão em teletrabalho, o medo de ser demitido, perder oportunidades ou ser esquecido pelas chefias é a causa do maior impacto na saúde, de acordo com a opinião de 54,3% dos entrevistados.

As demissões na categoria tiveram até repercussão internacional. Por causa da onda de desemprego causada pelo Santander no Brasil, a Uni Finanças, o sindicato mundial dos trabalhadores no setor financeiro, colheu mais de 10 mil assinaturas em todo o mundo em documento enviado à direção do banco.

E o desemprego não combina com a ajuda que o governo está dando aos bancos. As instituições financeiras receberam aporte de R$ 1,2 trilhão do governo para ajudar na recuperação econômica do país. Mesmo assim, os bancos relutam em liberar empréstimos, principalmente para as micro e pequenas empresas.

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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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