Os bancários do banco Itaú da cidade de Betim, localizada a cerca de 30 quilômetros de Belo Horizonte e que faz parte da base territorial do Sindicato, cruzaram os braços novamente para protestar contra a falta de hospitais e médicos credenciados ao plano de saúde.

Desde o início do ano, o Sindicato tem cobrado do banco uma solução para que os bancários voltem a ter opções de locais para serem atendidos em Betim, após um hospital ter cortado o convênio com o Plano Fundação Saúde Itaú.

Com a demora do banco em promover uma solução definitiva, a única alternativa dos bancários que residem ou trabalham naquela cidade e em cidades próximas foi protestar com a paralisação das atividades em cinco das seis agências de Betim, visto que as mensalidades estão sendo cobradas dos funcionários e o banco não disponibiliza assistência adequada.

Durante a paralisação, o banco cedeu e se comprometeu a atender às exigências do Sindicato em um prazo de 20 dias. O atendimento no hospital será restabelecido ou serão emitidas carteiras da Central Nacional Unimed em concomitância com a carteira da Fundação Saúde Itaú. Além disso, o Itaú também se comprometeu em ampliar a rede de médicos credenciados.

Para o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Ramon Peres, a situação atual é absurda. “O atendimento pelo plano de saúde da Fundação Saúde Itaú deixa a desejar na capital e no interior. Os bancários que moram ou trabalham em Betim não suportam recorrer à assistência de médicos e hospitais em Belo Horizonte, tendo que percorrer mais de 30 quilômetros para os atendimentos. O próprio deslocamento entre as cidades é muito perigoso e coloca em risco a vida dos funcionários e seus dependentes. Os bancários de Betim já pararam durante os nove dias da greve deste ano e decidiram parar novamente para cobrar do banco a solução do grave problema da falta de assistência”, afirma.

O artigo 17 da lei 9.656/1998 (Lei de Planos de Saúde) prevê o direito das operadoras em realizar o descredenciamento de uma unidade hospitalar, desde que essa seja substituída por outra equivalente e mediante comunicação aos consumidores e à ANS com 30 dias de antecedência. Apesar de a legislação não mencionar os procedimentos que devem ser adotados no caso de médicos, laboratórios e clínicas que saem da rede de cobertura, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entende que a regra vale para qualquer um dos casos. 

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