Foto: Rogério Hilário – CUT/MG

 

Bancárias e bancários de todo o Brasil se mobilizam, nesta quinta-feira, 6 de dezembro, em mais um Dia Nacional de Luta para defender os bancos públicos e seu importante papel no desenvolvimento do Brasil. Em Belo Horizonte, o Sindicato promoveu um ato em frente ao prédio do Banco do Brasil da rua Guarani.

Durante a mobilização, os trabalhadores alertaram a população para o fato de que os bancos públicos desempenham uma função social que os bancos privados se negam a cumprir. O Brasil, apesar de contar com um sistema financeiro reconhecidamente desenvolvido e rentável, possui alto índice de exclusão da população em relação ao acesso aos serviços financeiros.

Sendo assim, os bancos públicos possuem papel definitivo para a alteração deste quadro gerador de desigualdades. São eles que atendem a maior parcela de municípios no país, sobretudo aqueles comumente considerados menos rentáveis. Estão mais presentes em regiões do Norte e Nordeste do Brasil, mais carentes em termos de atendimento bancário. Na região Norte, 63,3% do total de agências são de bancos públicos e na região Nordeste, 59,3%. Por isso, é fundamental defendê-los.

“Querem entregar os bancos públicos para a iniciativa privada. Bancos que dão muito lucro ao tesouro nacional e são essenciais para as políticas públicas. O Banco do Brasil financia cerca de 80% da agricultura familiar. Indo para as mãos do mercado esse lucro vai para os bolsos de quem não tem compromisso com o desenvolvimento social do país”, destacou o funcionário do Banco do Brasil e diretor da Fetrafi-MG/CUT, Rogério Tavares.

Não é nova a ideia de privatização dos bancos públicos. Pedro Malan, ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso (FHC), já havia prometido ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a eliminação destas instituições, seja pela via das privatizações, seja pela via do seu enfraquecimento – transformando-os em bancos de segunda linha. A ideia ficou adormecida durante anos, mas voltou a ganhar força com o golpe contra a democracia, com Michel Temer. Agora, com a eleição do novo governo, o risco é ainda maior.

Desde 2015, a CAIXA cortou 12.791 postos de trabalho, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Além de promover o desemprego, sob o governo Temer os bancos públicos tiveram o atendimento à população prejudicado, tanto com a redução de pessoal, quanto com o fechamento de agências.

O Banco do Brasil, por exemplo, fechou 777 agências bancárias de 2015 a 2017. A CAIXA vem realizando a mesma política, fechando agências consideradas pelos atuais gestores como não lucrativas. Normalmente em bairros periféricos ou em pequenas cidades, onde havia apenas uma agência bancária. Com isso, as pessoas precisam se deslocar por grandes distâncias se quiserem contar com os serviços bancários.

“Os bancos públicos são fundamentais para a construção de um Brasil mais justo e desenvolvido. O enfraquecimento ou a privatização destes bancos só beneficiam o mercado financeiro e os bancos privados, que buscam ampliar seus lucros a qualquer custo. Defender a CAIXA e o Banco do Brasil é defender a justiça social e o papel do Estado no combate às desigualdades”, afirmou a presidenta do Sindicato, que é empregada da CAIXA, Eliana Brasil.

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