Bancárias e bancários realizam, nesta quinta-feira, 2, às 15h, ato público em frente à sede do Banco Central, em Belo Horizonte, contra propostas políticas colocadas pelos bancos na agenda da eleição presidencial deste ano, entre elas a independência do Banco Central, a limitação do papel dos bancos públicos e o fim do crédito direcionado. O Sindicato une forças ao movimento nacional para alertar a população sobre os riscos que estas propostas representam para o Brasil.

Os trabalhadores defendem o desenvolvimento econômico e social do país com geração de emprego e distribuição de renda. Hoje, o BC já desfruta de autonomia e sua independência formal significaria entregar a condução da política macroeconômica do país ao mercado financeiro especulador, retirando esta atribuição constitucional dos governos democraticamente eleitos pela população.

Os bancários defendem também a ampliação do papel dos bancos públicos, ao contrário do que pregam os bancos privados e alguns candidatos à presidência da República. Enfraquecer estas instituições significaria abrir mão de um poderoso instrumento de fomento de políticas públicas.

Na crise de 2008, enquanto bancos privados fecharam as torneiras e encareceram o crédito, o Banco do Brasil, a CAIXA, o BNDES, o BNB e o Banco da Amazônia ampliaram a participação na oferta de crédito, saltando de 36% para 51% entre janeiro daquele ano e dezembro de 2013. Isto manteve o mercado de consumo aquecido e gerando empregos – reduzindo os efeitos negativos da crise.

A redução do papel dos bancos públicos, aliada ao fim do crédito direcionado, significaria a extinção dos financiamentos a juros mais baixos da agricultura familiar, dos programas de moradia como Minha Casa Minha Vida, do microcrédito e de obras necessárias de infraestrutura.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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