Fotos: Patricia Penna

Após orientação do Comando Nacional, bancárias e bancários da base de BH e Região rejeitaram, em assembleia realizada nesta segunda-feira, 7, às 13h, a proposta insuficiente apresentada pela Fenaban na última sexta-feira, 4. Neste 19º dia da greve que continua crescendo, a categoria se concentrou a partir das 11h30 em frente à Agência Século da CAIXA, na rua Carijós, 218, no Centro de Belo Horizonte. Na base de BH e Região, cerca de 65% das agências, departamentos e centros administrativos paralisaram suas atividades nesta segunda-feira, 7.

Em reunião realizada na sexta-feira, 4, em São Paulo, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários proposta de reajuste de 7,1% sobre os salários (ganho real de 0,97%) e 7,5% sobre os pisos (ganho real de 1,34%). A proposta mantém as mesmas regras de PLR do ano passado, com 10% de reajuste sobre a parcela fixa.

Após a assembleia que rejeitou a proposta, a categoria realizou passeata até a agência do Bradesco da rua da Bahia, esquina com rua Goiás, também no Centro da capital, em repúdio ao interdito proibitório utilizado pelo banco para tentar impedir o direito de greve de seus funcionários. Apesar da total má-fé e da irresponsabilidade do Bradesco, que utilizou fotos de outra base sindical para ludibriar a Justiça de Belo Horizonte, a greve permaneceu forte.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A primeira proposta apresentada pela Fenaban, no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

Com a continuidade da greve, é fundamental que a mobilização continue crescendo. A concentração nesta terça-feira, 8, será realizada a partir das 11h30 em frente à agência Matriz do Mercantil do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 680, esquina com rua Tamoios, no Centro de Belo Horizonte. Nova assembleia será realizada no mesmo local às 13h para definir os rumos do movimento.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13 cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou a importância de fortalecer ainda mais a mobilização para arrancar dos bancos uma proposta que atenda realmente às necessidades da categoria. “Rejeitamos a proposta insuficiente apresentada pela Fenaban e a greve continua por tempo indeterminado, pois sabemos que os banqueiros e as direções dos bancos públicos federais têm plenas condições de atender as nossas justas reivindicações, já que o setor bancário é o que mais lucra no Brasil. Neste momento, é fundamental fortalecer ainda mais a mobilização convencendo os colegas para aumentar a adesão à greve. Na passeata desta segunda-feira, protestamos contra a truculência do Bradesco e mostramos que estamos unidos e que não aceitaremos ações violentas e fraudulentas que tentam impedir nosso sagrado direito de greve”, afirmou.

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