Fotos: Alessandro Carvalho

 

Apesar das tentativas de intimidação por parte dos bancos, a categoria segue firme na luta. A greve forte chegou, nesta sexta-feira, 30, ao seu 25º dia com adesão de 74% das unidades de trabalho na base de Belo Horizonte e região. O Sindicato realizou ato em frente à agência do Itaú na avenida João Pinheiro, 195. A escolha do local não foi por acaso, já que o banco sempre foi um dos mais intransigentes na mesa de negociação e faz de tudo para enfraquecer a greve legítima dos trabalhadores.

Diante dessa situação, o Sindicato levou a “Porta do Inferno” de volta às ruas de Belo Horizonte nesta Campanha Nacional para denunciar os abusos, a ganância dos banqueiros e o desrespeito para com bancárias e bancários.

No Itaú, por exemplo, dois gerentes de Serviço Operacional (GSO) de Belo Horizonte têm forçado funcionárias e funcionários a furar a greve e voltar ao trabalho. Além disso, no município de Sete Lagoas, que faz parte da base do Sindicato, o Itaú entrou com um pedido alc_4364do famigerado interdito proibitório, instrumento do período da ditadura, para impedir a mobilização dos trabalhadores e a paralisação das atividades nas agências.

Não é à toa que o presidente do Banco Central (BC) do governo golpista, Ilan Goldfajn, foi economista-chefe do Itaú, além de ter sido diretor de Política Econômica do BC no mandato de FHC. Buscando atender aos interesses dos mais ricos, o governo Temer vem implantando um projeto neoliberal que ataca os direitos dos trabalhadores e se reflete diretamente na postura dos bancos nas mesas de negociação com os bancários.

Apesar do lucro de R$ 10,7 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, o Itaú segue atacando os bancários e trata com descaso as reivindicações da categoria. A Fenaban insiste no reajuste de 7%, que não tem justificativa diante dos lucros bilionários obtidos em 2015 e 2016.

Além disso, o Itaú segue demitindo milhares de trabalhadores, mesmo sem a crise ter chegado aos bancos. O último balanço, divulgado em agosto de 2016, demonstra que houve corte de 2.815 postos de trabalho em doze meses. Funcionárias e funcionários sofrem com a sobrecarga de trabalho, assédio moral e pressões para o cumprimento de metas abusivas, tudo para aumentar ainda mais os lucros. As consequências disso são os adoecimentos e a deterioração da saúde dos trabalhadores.

Só a Luta te Garante

Para pressionar os bancos, a mobilização em BH e região continua. Na segunda-feira, 3 de outubro, a categoria realiza uma Assembleia Organizativa para debater e orientar os rumos do movimento. Ela ocorrerá na sede do Sindicato, na rua dos Tamoios, 611, no centro de Belo Horizonte, às 18h em primeira convocação e às 18h30 em segunda convocação.

Participe!

 

Confira a galeria de imagens desta sexta-feira:

 

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