Bancárias e bancários estão mobilizados contra as demissões promovidas pelo Bradesco em plena pandemia. Nesta quinta-feira, 29, ocorre mais um Dia Nacional de Luta e o Sindicato afixou cartazes em 13 agências, em Belo Horizonte, para denunciar à população a irresponsabilidade cometida pelo banco com os trabalhadores brasileiros.

Na última semana, o Sindicato já havia paralisado as atividades nas duas diretorias do Bradesco na capital mineira, com realização de um ato conjunto em frente ao prédio do banco na rua da Bahia. Na semana anterior, foi promovido um ato em frente à agência da rua Curitiba com distribuição de informativos à população.

Os protestos ocorrem também nas redes sociais, com a realização de tuitaços com as hashtags #BradescoNãoDemita e #BradescoPenseNoFuturo.

A mobilização visa chamar atenção para o fato de que o banco segue lucrando bilhões, mesmo durante a crise, e coloca os lucros acima da vida dos funcionários. Apenas no terceiro trimestre de 2020, o Bradesco lucrou R$ 4,194 bilhões. Porém, neste ano, o banco já demitiu mais de 1.200 bancários, pais e mães de família, de acordo com cálculos da Comissão de Organização dos Empregados (COE).

O Dia Nacional de Luta Contra as Demissões no Bradesco faz parte de uma campanha promovida pelo movimento sindical bancário em todo o país. O objetivo é denunciar a quebra do compromisso, assumido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban em mesa de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, de não realizar demissões durante a pandemia. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os bancos já demitiram mais de 12 mil trabalhadores este ano no Brasil.

Para Geraldo Rodrigues, funcionário do Bradesco, diretor do Sindicato e membro efetivo da COE, a luta apenas começou. “Não nos daremos por vencidos. Não existem razões para que um banco, considerado a empresa de capital aberto mais lucrativa da América Latina, continue   demitindo bancárias e bancários na maior crise sanitária dos últimos 100 anos. Enquanto o Bradesco não parar com as demissões, reforçaremos nossa campanha e a mobilização, com novos atos, nas ruas e virtuais, novas paralisações e a convocação de bancários de outros bancos para que se somam à nossa luta”, afirmou.

 

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