Os bancários de todo país estão se mobilizando  para pressionar a Fenaban a apresentar uma proposta que contemple as reivindicações da categoria na rodada de negociação desta terça-feira, dia  4, às 15h, em São Paulo. O Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente a primeira proposta dos bancos, apresentada na semana passada, de reajuste de 6% (cerca de 0,7% de aumento real) sobre todas as verbas salariais.

Os bancários se mobilizam com intuito de  construir um bom acordo na mesa de negociação, o que dependerá exclusivamente dos bancos, já que condições financeiras eles têm de sobra. Prova disso é que  somente os seis maiores apresentaram R$ 25,2 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre, mesmo provisionando R$ 39,15 bilhões para devedores duvidosos, um grande exagero para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 ponto percentual no período.

Os bancos não podem recusar as  reivindicações dos bancários, principalmente depois de o Dieese ter mostrado que 97% dos 370 acordos salariais fechados no primeiro semestre no Brasil foram superiores à inflação, com aumento real médio de 2,23%, mais que o triplo do que a Fenaban propôs. Além disso,  dos setores econômicos que fizeram esses acordos nenhum deles é mais dinâmico e lucrativo que o sistema financeiro.

Por todas essas razões, os bancários estão se mobilizando em todo o país e se for necessário irão à greve novamente caso os bancos rejeitem  as reivindicações da categoria.  Além do reajuste de 10,25% a pauta de reivindicações incluem valorização do piso, melhoria da PLR, mais contratações e garantias contra demissões imotivadas, avanços no combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança e igualdade de oportunidades.

 

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