O Sindicato apoia e se junta à mobilização realizada nesta quinta-feira, 30 de maio, em defesa da educação, contra o corte de verbas e também contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. Em Belo Horizonte, a concentração começa às 17h na praça Afonso Arinos e o ato se encerrará na Praça da Estação.

No dia 15 de maio, a mobilização levou mais de dois milhões de pessoas às ruas de todo o país, de acordo com a União Nacional dos Estudantes (UNE). A população se une para defender mais investimentos na educação como a forma mais eficaz de promover o crescimento e combater a desigualdade social no Brasil.

O corte de 30% de verbas destinadas às universidades e institutos federais, anunciado pelo governo federal no dia 30 de abril, precariza o sistema de educação do país e impede a realização de pesquisas, projetos e serviços acadêmicos. Além disso, coloca em risco serviços básicos como abastecimento de água, energia elétrica, limpeza e segurança nas instituições de ensino.

As manifestações organizadas para este 30 de maio também são contra a Reforma da Previdência (PEC 06/2019). A proposta institui a obrigatoriedade da idade mínima para a aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, tanto do setor público como do setor privado. Para o trabalhador conseguir se aposentar, ele precisará obrigatoriamente atingir a idade mínima.

Além disso, o governo quer aumentar o tempo de contribuição. Se a proposta for aprovada, o trabalhador terá que contribuir por, no mínimo, 20 anos para receber apenas 60% do benefício. Hoje a contribuição mínima é de 15 anos e a pessoa recebe o benefício integral. Pela proposta do governo, o benefício integral será pago somente para quem contribuir por 40 anos. Ainda assim, o valor será menor, pois será calculado a partir da média de todas as contribuições. Hoje, o cálculo é feito após o descarte das menores contribuições.

Atividades em todo o mundo

Mais de 150 cidades do Brasil possuem programação para este 30 de maio. Em São Paulo, o ato está marcado para o Largo da Batata a partir das 17h. Já no Rio de Janeiro, o movimento estudantil se concentrará na Candelária a partir das 15h.

Manifestações em defesa da educação também estão marcadas ao redor do mundo, como em Nova Iorque (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Lisboa (Portugal) e Dublin (Irlanda).

Greve Geral

A mobilização desta quinta-feira também é um “esquenta” para a Greve Geral de 14 de junho. Bancárias e bancários de BH e região realizarão Assembleia, no dia 6 de junho, para deliberar sobre a participação da categoria.

De acordo com Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), os trabalhadores vão às ruas porque não admitem ter de trabalhar por 40 anos para acessar a aposentadoria integral. “Os trabalhadores não aceitam um sistema de capitalização que só aumentará os já escorchantes lucros dos banqueiros. Não admitem ser prejudicados por uma proposta que piora a vida da maioria da população, mas, principalmente, pune as mulheres e os mais pobres. Não querem os professores nas salas de aula até os 60 anos nem trabalhadores do campo sem direito de se aposentar”, afirmou.

Segundo levantamento feito pela CUT e pela UNE, 24 capitais, Distrito Federal e mais de 150 cidades já têm atos confirmados para o dia 14 de junho. Na data, serão realizadas assembleias, atos, mobilizações e panfletagens nas praças, nos locais de trabalho, nas ruas da cidade, com objetivo de explicar como a reforma da Previdência do governo Bolsonaro impactará a vida da classe trabalhadora.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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