Bancárias e bancários se unem a outras categorias de trabalhadores, nesta quarta-feira, 20 de fevereiro, para realizar um dia nacional de mobilização em defesa da Previdência Social. Em Belo Horizonte, haverá concentração e panfletagem a partir das 10h na Praça Sete, no centro da capital mineira.

Em São Paulo, será realizada uma Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora para definir um plano de lutas unitário contra a proposta de reforma da Previdência do atual governo.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, alertou que, embora ainda não tenha sido divulgado o texto final que será apresentado ao Congresso Nacional, “as propostas vazadas até agora mostram que o projeto de Bolsonaro é muito pior do que o apresentado pelo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e engavetado após a greve geral que paralisou o Brasil em abril de 2017”.

A Proposta de Emenda Constitucional, PEC da reforma da Previdência, que deve ser encaminhada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira, 20, prevê a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e uma regra de transição de apenas 12 anos.

Ou seja, será o fim do direito à aposentadoria por tempo de serviço. Deverá ser exigida, obrigatoriamente, uma idade mínima para se aposentar e o período de transição para valer as novas regras será muito curto. Isto irá prejudicar todos os trabalhadores, mas principalmente os que ganham menos, têm uma expectativa de vida mais baixa, entram no mercado de trabalho mais cedo e em profissões que exigem mais esforço físico.

Outra proposta que deve ser apresentada na redação final é a capitalização da Previdência, adotada no Chile e em outros países. O modelo está levando idosos à miséria, com benefícios menores do que o salário mínimo local. Isso no caso dos que conseguiram pagar a vida inteira, o que não é a situação da maioria que enfrentou a precariedade do mercado de trabalho.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou que a participação do Sindicato e da categoria bancária é fundamental para reforçar a luta. “A proposta que deve ser apresentada nesta semana coloca o futuro dos trabalhadores nas mãos das instituições financeiras privadas, que deverão administrar as contas individuais no modelo de capitalização. Temos que estar unidos para enfrentar o desmonte da Previdência Social e defender os direitos conquistados pelos brasileiros”, afirmou.

Veja a chamada da CUT para a mobilização:

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT Nacional e CUT/MG

 

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