Foto: CUT-MG

Bancárias e bancários foram às ruas, nesta quinta-feira, 23, em defesa dos bancos públicos para alertar a população sobre os riscos e consequências de seu desmonte. A mobilização se concentrou em frente ao prédio da CAIXA na rua Tupinambás, 462, no centro de Belo Horizonte.

É preocupante que o já nomeado ministro da Fazenda do candidato Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, tenha defendido, em palestra ao Instituto Liberal, em 2013, a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira, chegando a dizer que não sabe bem “o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”. Esta política de desmonte e privatização já foi vivida pelos brasileiros, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que também teve como braço direito Armínio Fraga, e trouxe inúmeros prejuízos para o país.

Desde 2003, após o período FHC, os bancos públicos vêm se fortalecendo como importantes instrumentos para o desenvolvimento do Brasil e, com a crise internacional de 2008, eles ganharam ainda mais participação de mercado após a retração dos bancos privados. Hoje, mais da metade do crédito existente no país é de origem estatal e estes bancos são fundamentais para o financiamento de grandes obras e na execução de políticas públicas de distribuição de renda e inclusão social.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, é hora de defendermos este patrimônio do povo brasileiro contra o retrocesso. “Não podemos aceitar que os bancos públicos sofram com políticas neoliberais que só beneficiam banqueiros e os mais ricos. Tivemos, nos últimos 12 anos, grandes avanços e queremos ainda mais. Queremos avançar no fortalecimento da CAIXA, do Banco do Brasil e do BNDES e de seu importante papel no desenvolvimento social e econômico do Brasil”, afirmou.

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