Foto: Contraf-CUT

 

Diante de um Comando Nacional dos Bancários que se deslocou de todo o Brasil até São Paulo para a primeira rodada de negociação da Campanha 2018, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) frustrou os debates nesta quinta-feira, 28.

“Viemos para a mesa com disposição total de negociação e a expectativa de sair com um pré-acordo assinado, garantindo os direitos dos trabalhadores, como vales refeição, alimentação, auxílio-creche/babá, mas isso foi frustrado pela postura dos bancos, que não deram resposta nenhuma ao assunto”, criticou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que coordena o Comando.

A dirigente destacou que, em anos anteriores, o pré-acordo que garantia a ultratividade sempre foi respeitado. “Este ano sequer garantiram que isso será feito na próxima negociação. Reforçamos que essa é uma prioridade dos bancários”, afirmou Juvandia.

A atual CCT e os direitos nela previstos têm validade somente até 31 de agosto, já que a data base da categoria é 1º de setembro. Por isso, a ultratividade é uma prioridade para a categoria, principalmente diante da vigência da legislação trabalhista do pós-golpe que autoriza a retirada de direitos. A lei 13.467, de novembro de 2017, foi gestada e aprovada pelos empresários, dentre eles os bancos.

“Apesar da ironia dos bancos, ao tentarem insinuar que os representantes da categoria não estão abertos à negociação, estamos sempre dispostos a negociar no sentido de garantir nossos direitos e avançar em relação às conquistas dos bancários. Esta foi a primeira rodada de negociação e vamos nos manter firmes e unidos para exigir uma postura digna dos bancos no que diz respeito às nossas justas reivindicações”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

De janeiro a maio de 2017, foram fechados 13.665 acordos e 1.985 convenções no Brasil. Esse ano, com a mudança na lei, no mesmo período foram 3.782 (menos 72%) acordos e 327 convenções no país (menos 84%), segundo dados do Boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O Comando apresentou uma proposta de calendário com datas para as próximas rodadas de negociação, mas os bancos marcaram somente para 12 de julho pela manhã, diante de dificuldades colocadas pela agenda dos negociadores.

Mobilização nacional

Os bancários devem estar preparados para a luta que será ainda mais fundamental na Campanha 2018.

No dia 5 de julho, será realizado Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos. E, em 11 de julho, Dia Nacional de Luta em Defesa da CCT e dos direitos da categoria.

Os bancários devem usar #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban para ajudar a pressionar os bancos também pelas redes sociais.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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