O Banco do Brasil negou de imediato o pedido de prorrogação do Memorando de Entendimentos feito pela Contraf-CUT e demais entidades que negociam uma solução para a Cassi. O documento, firmado em 2016 e com validade até dezembro de 2019, garante o aporte extraordinário de cerca de R$ 500 milhões por ano ao Plano Associados, sendo 60% deste valor de responsabilidade do banco e outros 40% de responsabilidade dos associados.

A resposta do banco veio por meio de um ofício encaminhado às entidades representativas. Sem a entrada dos recursos, o plano de saúde não terá como honrar seus compromissos com os credenciados a partir de janeiro de 2020.

As entidades representativas dos associados reforçam que o BB é responsável pela saúde de seus funcionários e corresponsável pela solução dos problemas financeiros da Cassi.

BB nega GDI, essencial para recompor reservas

Outra reivindicação negada foi o adiantamento dos recursos de responsabilidade do banco com o custeio do Grupo de Dependentes Indiretos (GDI). São cerca de R$ 450 milhões, suficientes para recompor reservas exigidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O banco deixou, no entanto, uma fresta da porta aberta, ao responder que a antecipação dos valores do GDI só pode ser avaliada pelo banco conjuntamente com uma solução definitiva para a Cassi.

O GDI é formado por dependentes indiretos, tais como pais e mães de associados, inscritos na Cassi até o final da década de 1990. Por decisão dos associados, a sua inclusão não é mais permitida, mas o banco arca vitaliciamente com parte do custeio dos dependentes que estavam inscritos até a data da mudança estatutária.

BB ameaça não pagar nem o que havia acordado

No ofício-resposta às entidades, o banco alega que só aceita um acordo que se enquadre nos parâmetros exigidos pela ANS e pelos órgãos de controle do governo – cobrança por dependente e/ou por faixa etária, implantação da paridade contributiva, autopatrocínio para os futuros aposentados.

O banco ainda faz uma ameaça velada, escrevendo no ofício que os valores já “previstos em orçamento e não efetivamente desembolsados” pelo banco “podem ter sua disponibilidade comprometida”. Em outras palavras: os recursos reservados para custeio dos compromissos previstos no acordo não aprovado pelos associados, em maio deste ano, podem não mais estar disponíveis.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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