Em atitude eticamente questionável e desrespeitosa com os trabalhadores e o Sindicato, o Banco do Brasil vem entrando em contato com alguns bancários, diretamente, para propor acordo na ação trabalhista que trata do Anuênio. No acordo, o BB oferece aos trabalhadores valores bem inferiores aos que efetivamente são devidos.

A atitude do Banco do Brasil contraria o que ficou acertado em audiência com a juíza Flavia Cristina Rossi Dutra, do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) 1º grau.

Após ser verbalmente questionado sobre esta atitude, o Banco do Brasil encaminhou, ao Sindicato, uma relação com o cálculo de 49 bancários substituídos, já desligados do banco. Em análise preliminar destes cálculos, realizada pela perita do Sindicato, constatou-se que os valores ali apurados e ofertados para acordo, são inferiores aos valores anteriormente reconhecidos como devidos pelo banco.

Importante dizer que os cálculos anteriormente apresentados pelo banco em Juízo apuram diferenças salariais de anuênios até dezembro de 2011 e estão atualizados monetariamente até abril de 2015.

Tomando por base os valores individualizados apresentados em Juízo e os valores atualizados até a data de hoje, o Sindicato concluiu que os valores oferecidos para fins de acordo estão bem aquém dos valores anteriormente apresentados.

Além disso, os cálculos apresentados pelo Banco do Brasil, como já dito, apuram diferenças salariais até dezembro de 2011, sendo que o anuênio só passou a ser recomposto no contracheque em dezembro de 2013. Por esse motivo, as diferenças salariais devem ser apuradas até esta data.

Portanto, considerando esse período, pode-se afirmar que a proposta de acordo ofertada pelo banco é lesiva ao bancário.

O fato mais importante e que merece ser destacado é que o processo se encontra na fase em que o juiz está prestes a homologar um dos cálculos apresentados e intimar o banco a efetuar o pagamento. Uma vez garantida a execução, o juiz, muito provavelmente, liberará o chamado “valor incontroverso”, que é aquele apresentado pelo próprio banco.

Assim sendo, para o Sindicato, a atitude do Banco do Brasil de apresentar valores inferiores aos que anteriormente foram apresentados nos autos do processo, beira a má-fé, além de ser um desrespeito com os bancários, que há mais de quinze anos esperam pela solução da presente demanda.

O Sindicato orienta todos os bancários que receberem telefonema da GEPES com a informação de valores, inclusive aqueles que já se desligaram do banco, entrem em contato com o Departamento Jurídico da entidade ou com a Assessoria Jurídica – Geraldo Marcos e Advogados – para esclarecimentos, orientações e indicações dos valores apurados nos autos.

Departamento Jurídico: (31) 3279-7800

Assessoria Jurídica – Geraldo Marcos e Advogados: (31) 3291-9988

 

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