A direção do Banco do Brasil insistiu com a proposta de redução da PLR na negociação realizada nesta quinta-feira, 27. A mesa debate a pauta específica de reivindicações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do BB, no âmbito da Campanha Nacional dos Bancários 2020.

A proposta apresentada pela direção do banco na negociação de segunda-feira, 24, e reforçada nesta quinta-feira, 27, reduz a distribuição do lucro líquido do banco para os bancários, de 4% para 2%.

A PLR do Banco do Brasil é composta pelo módulo Fenaban – uma parcela fixa – e o módulo Banco do Brasil, constituído pela distribuição de 4% do lucro líquido do banco de forma linear (igualitária) para todos os trabalhadores.

“Nós já prevíamos uma campanha extremamente difícil esse ano. Mas essas propostas do Banco do Brasil são inaceitáveis! Só nos trazem perda de direitos, de remuneração e representam um retrocesso das nossas conquistas. Uma negociação pressupõe que ambas as partes têm que ceder em alguns pontos para se chegar a um consenso. O Banco do Brasil precisa ceder em alguma coisa!”, ressaltou Luciana Bagno, que é diretora do Sindicato e representa Minas Gerais nas negociações com o BB.

Retrocesso na GDP

Na negociação desta quinta-feira, 27, a direção o Banco do Brasil reafirmou a proposta de acabar com os três ciclos avaliatórios da Gestão de Desempenho Profissional (GDP). O banco propõe apenas um ciclo avaliatório negativo para que haja descomissionamento.

“Nós já recusamos essas propostas que representam redução de PLR e retrocesso na GDP, e queremos avançar para uma discussão mais séria junto ao Banco do Brasil. Houve avanços na negociação da Fenaban, mas o BB se recusa a seguir o mesmo caminho, o que nos levou a rejeitar mais uma vez a proposta do banco”, diz João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Abonos

O BB também voltou a propor que os cinco abonos a que os funcionários do BB têm direito há anos não sejam acumuláveis e não sejam transformados em pecúnia. Pela proposta, os abonos teriam de ser utilizados no período de um ano, e os trabalhadores teriam, obrigatoriamente, que utilizá-los como folga.  Atualmente, os cinco abonos a que os funcionários têm direito podem ser acumulados e podem ser vendidos (transformados em pecúnia).

Intervalo da jornada de seis horas

Outra proposta ressuscitada na negociação desta quinta-feira foi o registro no sistema do intervalo de 15 ou 30 minutos para quem cumpre jornada de seis horas. No BB, o bancário com jornada de seis horas cumpre, na verdade, seis horas e 15 minutos, ou seis horas e 30 minutos.

A CEBB quer o reconhecimento dos 15 minutos ou dos 30 minutos de intervalo dentro da jornada de seis horas, como ocorre atualmente na CAIXA.

Situação dos incorporados

A direção do BB comprometeu-se a discutir a integração dos funcionários de bancos incorporados para a Cassi e para a Previ, além outros pontos de isonomia entre os incorporados e funcionários do BB, com a implantação de uma mesa específica para tratar deste tema, ainda este ano.

Porém, para a CEBB, isto não pode ser considerado um avanço, já que o Acordo Coletivo de Trabalho e o acordo da Cassi assinado no primeiro semestre já previam essa mesa. Os funcionários cobram que o banco assuma o compromisso de implantá-la ainda este ano.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários

 

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