O Banco do Brasil lucrou R$3 bilhões no primeiro trimestre de 2018, valor 20,3% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. O resultado é devido ao aumento das rendas de tarifas e à redução das despesas de provisão e das despesas administrativas.

Em contrapartida, o banco reduziu 1.983 postos de trabalho, nos últimos 12 meses, e chegou a 97.981 trabalhadores. Houve também redução de 270 agências no período, chegando a 4.159 em março de 2018.

As despesas de intermediação financeira tiveram forte queda de 31% em relação ao mesmo período de 2017, com destaque para as despesas de captação com recuo de 44% e as provisões para devedores duvidosos, que caíram 18%.

Já as receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 5,4%, chegando a R$ 6,5 bilhões apenas nos primeiros três meses de 2018. Com essa receita, o BB cobre 125% do total de sua despesa de pessoal incluindo PLR. Em outras palavras, o banco paga toda a despesa com funcionários e ainda sobra R$ 1,3 bilhão.

Entre janeiro e abril de 2018, as despesas de pessoal do BB apresentaram queda de 2,6% em relação ao mesmo trimestre de 2017. A taxa de inadimplência chegou a 3,65% no primeiro trimestre de 2018, com queda de 0,24 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2017.

Com redução de 6,3% no ano, a carteira de crédito ampliada PJ foi influenciada pelo decréscimo de R$ 8,7 bilhões nas operações de capital de giro, R$ 3,8 bilhões em investimentos e R$ 2,5 bilhões em crédito imobiliário.

A carteira PF orgânica, por sua vez, cresceu 3% em 12 meses, fruto do desempenho positivo em crédito consignado (R$ 5,1 bilhões) e da alta de 6,8% do financiamento imobiliário (R$ 2,9 bilhões).

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, o lucro de R$ bilhões em apenas três meses é fruto do esforço de milhares de funcionários que deveriam ser muito mais valorizados pelo banco. “Não apenas na melhoria da PLR, mas em salários e melhoria dos valores das funções. O Banco também mostra que é possível aportar mais dinheiro na Cassi e não jogar a conta nas costas dos trabalhadores”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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