O Banco do Brasil usa a tática do medo para convencer os funcionários de que a proposta apresentada é a salvação da Cassi. Para isso, tem obrigado gestores a fazerem reuniões com suas equipes para dizerem que, se não for aceita a proposta do banco, a caixa de assistência irá quebrar e sofrer intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O resumo apresentado nessas reuniões aponta apenas o que interessa ao BB. Ele esconde, por exemplo, que a Accenture mostrou que as áreas de responsabilidade do banco são mal geridas e causam prejuízo à Cassi.

Num claro desrespeito às representações de ativos e aposentados, o banco não quer negociar. A proposta foi enviada diretamente para a diretoria da Cassi sem conversar antes com as entidades. Certamente, por saber que a nova diretoria, recentemente eleita, está atrelada aos interesses do patrocinador.

As entidades se preocupam com a caixa de assistência e querem negociar uma solução que seja justa e considere as peculiaridades do plano de saúde. Sendo assim, discordam da proposta apresentada por uma questão de coerência com a defesa dos interesses do funcionalismo e não para marcar posição política.

Conforme proposta dos delegados no 29º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, nesta quarta-feira, 20 de junho, será realizado um Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi. Foi também produzido um jornal nacional para alertar os trabalhadores. Confira a publicação na íntegra aqui.

Para Rogério Tavares, funcionário do BB e diretor da Fetrafi-MG/CUT, “o BB precisa retornar à mesa de negociação e buscar uma solução para a Cassi junto às entidades. Não aceitaremos a mudança na governança que prejudica a representação dos trabalhadores e abre espaço para que o banco tenha total ingerência nas tomadas de decisões da Cassi”.

 

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