O Banco Inter tratou com descaso as reivindicações dos trabalhadores em reunião realizada nesta quarta-feira, 21 de outubro. O Sindicato se reuniu com representantes do banco para cobrar respostas sobre as justas demandas de valorização dos funcionários, como o adiantamento de R$ 2.000,00 a título de antecipação da primeira parcela de PLR, pagamento igualitário de PCPR para todos e fim do aumento das metas, que se tornaram abusivas.

Nas discussões, os trabalhadores foram representados pelo presidente do Sindicato, Ramon Peres, e pelos diretores regionais Marco Aurélio Alves e Paulo Barros.

Em uma reunião rápida e seca, os representantes do Inter usaram subterfúgios sobre o atual momento de pandemia e o delicado cenário econômico e se negaram a atender aos anseios de milhares de trabalhadoras e trabalhadores do banco.

Sobre o adiantamento de PLR, o Inter alegou que está atuando dentro da legislação e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Sendo assim, pelo fato de a empresa não apresentar resultado positivo no primeiro semestre de 2020, ela fica desobrigada de fornecer qualquer adiantamento.

Em relação ao comunicado sobre o pagamento de PCPR, o Inter informou ao Sindicato que não aplicará o programa em 2020. O banco anunciou que pagará um bônus apenas para os cargos de liderança, como especialistas, gestores e gerentes, deixando de fora das premiações os demais funcionários. Neste caso, pela legislação vigente, não haverá participação do Sindicato na avaliação e aprovação do acordo, que deverá ocorrer individualmente apenas para os funcionários contemplados. Desta forma, o Inter não poderá usufruir dos benefícios fiscais da lei 10.101, que rege o assunto.

Sobre o aumento das metas, que se tornaram abusivas, os representantes do banco alegaram apenas que os reajustes estão dentro da razoabilidade e que o assunto já está pacificado entre os funcionários.

Para Ramon Peres, presidente do Sindicato, ao não atender à reivindicação de antecipação de PLR, o Inter mostrou total falta de sensibilidade com os funcionários. “Mesmo que não fosse obrigado pela CCT a adiantar a primeira parcela de PLR, a antecipação seria um reconhecimento aos esforços dos funcionários, que não têm responsabilidade pelas escolhas do banco que culminaram no prejuízo no primeiro semestre”, afirmou.

O diretor Marco Aurélio Alves, diretor regional do Sindicato, destacou que o anúncio de premiação bônus apenas para cargos de gestão e especialistas é uma prova de que o banco não está preocupado com o clima organizacional entre os funcionários. “Isso irá gerar insatisfação entre os trabalhadores, pois todos são responsáveis pelo crescimento da empresa e não apenas os cargos de liderança. Exigimos que o Inter valorize a dedicação de todos e alertamos que esta postura pode gerar passivos trabalhistas futuramente”, explicou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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