Os bancos fecharam 7.092 postos de trabalho no Brasil no primeiro trimestre de 2017, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). A análise foi realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O número representa um aumento de 289% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A redução de postos de trabalho ocorreu em todos os estados, exceto no Acre, onde não houve nem redução nem aumento do emprego. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados segundo o levantamento.

Desmonte dos bancos públicos

Separados por segmento de atuação, a análise aponta ainda que a CAIXA foi, sozinha, responsável pela maior parte dos postos de trabalho fechados no período (-3.626). As entidades que representam a categoria denunciam que o resultado é consequência direta da política de desmonte adotada por Temer. Por isso, é fundamental a adesão de empregadas e empregados à Greve Geral desta sexta-feira, 28.

A CAIXA anunciou, no início do ano, um Plano de Demissão Voluntária Extraordinário (PDVE) e, desde o ano passado, vem implantando uma política de fechamento de agências que considera como economicamente inviáveis.

O Banco do Brasil também vem implantando uma política de reestruturação, com fechamento de agências e um plano de demissão voluntária. Os poucos bancos estaduais e regionais que resistiram à onda privatista dos anos 1990 também seguem o mesmo rumo dos dois maiores bancos federais. O governo Temer também promoveu uma descapitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma mudança do perfil de financiamento a serem realizados pelo banco.

O documento do Dieese traz ainda análises sobre os motivos das demissões, sobre a faixa etária dos demitidos e dos admitidos, o tempo de emprego dos demitidos e os salários por gênero sexual. Clique aqui para acessar o documento na íntegra.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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