O Sindicato participou, nesta terça-feira, 10, em Brasília, da 99ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP). Durante a reunião, a Polícia Federal aplicou multa recorde de R$ 9,079 milhões contra bancos por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário.

O campeão foi o Banco do Brasil, com multas de R$ 2,755 milhões, seguido do Bradesco com R$ 1,733 milhão, do Itaú com R$ 1,669 milhão, do Santander com R$ 1,358 milhão e da CAIXA com R$ 767 mil.

A reunião foi presidida pelo diretor executivo da Polícia Federal, Rogério Galloro, que assumiu em junho o segundo posto hierárquico da corporação. Ele estava sentado ao lado da delegada Silvana Helena Vieira Borges, titular da Coordenadoria Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP).

Estiveram em pauta 867 processos contra bancos, abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), por causa do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de portarias da Polícia Federal. As principais irregularidades foram número insuficiente e falta de rendição de vigilantes no horário de almoço, alarmes e portas giratórias inoperantes, transporte de valores por bancários, inauguração de agências sem plano de segurança aprovado e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outras.

Uma mesma agência do Bradesco no Acre, que obrigou bancários a fazer transportar dinheiro em carro particular ou de táxi, foi punida em 50 processos, totalizando multas de R$ 666,6 mil. Nas duas reuniões anteriores da CCASP, essa unidade já havia sido penalizada em outros 152 processos semelhantes.

Veja o montante de multas por banco:

Banco do Brasil – R$ 2.755.533,77
Bradesco – R$ 1.733.824,32
Itaú – R$ 1.669.352,63
Santander – R$ 1.358.606,70
CAIXA – R$ 767.630,03
HSBC – R$ 266.047,35
Outros bancos – R$ 528.535,28

Total – R$ 9.079.530,08

A CCASP é integrada por representantes do governo e entidades dos trabalhadores e dos empresários. A Contraf-CUT representa os bancários e a Febraban representa os bancos. Este foi o quarto e último encontro realizado pela Comissão em 2013.

O diretor do Sindicato, Leonardo Fonseca, que representou a Fetraf-MG na reunião, destacou a irresponsabilidade dos bancos em relação à segurança nas agências e unidades de trabalho. “Constatamos que vários bancos foram multados por causa de portas giratórias e alarmes inoperantes, além da falta de vigilantes, evidenciando os riscos a que estão submetidos diariamente trabalhadores e clientes, e revelando que a responsabilidade social ainda é um discurso vazio dos bancos”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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