Em resposta às reivindicações específicas dos funcionários, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, nesta segunda-feira, 16, em Brasília, propostas para alguns dos temas tratados. O Comando é coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, da qual faz parte o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento.

Apesar da apresentação de propostas, diversas questões importantes para o funcionalismo, como o plano de funções e mais contratações, não foram abordadas pelo banco, o que aumenta a necessidade de mobilização e de que todos os funcionários e funcionárias entrem em greve a partir do dia 19 de setembro para exigir que suas reivindicações sejam atendidas.

Entre as propostas apresentadas pelo BB, estão abono das horas de ausências dos funcionários com deficiência para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com o limite de uma jornada por ano, o aumento da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva de 30 para 180 dias, implantação do vale-cultura para funcionários que recebam até cinco salários mínimos e melhorias para estagiários.

Além disso, o banco se comprometeu a garantir, sem cláusula no Acordo Coletivo, vacina contra a gripe para todos os funcionários e auxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido por causa de assalto ao banco.

Apesar de os representantes dos trabalhadores considerarem avanços algumas propostas apresentadas, como a implantação do vale-cultura e o compromisso da vacinação contra gripe, uma antiga reivindicação, as propostas não atendem às expectativas do funcionalismo.

“O banco não apresentou nada quanto ao plano de funções, mais contratações, aumento do piso e melhoria na condição de trabalho nas agências e nos PSO. Isso tudo só reforça a necessidade de uma greve forte entre todos os funcionários, incluindo os comissionados. Novamente, a gerência média do BB ficou de fora das propostas, pois o banco não quer sequer regulamentar quando uma avaliação é boa ou insuficiente”, afirmou Wagner Nascimento, que representou a Fetraf-MG na mesa de negociação.

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