Em reunião realizada nesta segunda-feira, 20 de agosto, com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasilem São Paulo, na segunda rodada de negociação da pauta específica do funcionalismo com a direção do BB, o banco não apresentou nenhuma solução para melhorias do Plano de Carreira e Remuneração (PCR) e Planos de Comissões.
 
No entanto, o BB afirmou que irá esperar os resultados da negociação dos bancários com a Fenaban para só depois apresentar uma proposta global aos trabalhadores do banco. Para os representantes do funcionalismo, os resultados desta segunda rodada foram decepcionantes, já que não é verdade que o banco não possa fazer propostas para as questões específicas. O BB está com as reivindicações dos bancários desde 1º de agosto e não consegue nenhum avanço. Os representantes dos funcionários cobraram que o BB mude a postura que mantém há nove anos de trazer propostas apenas após a greve.

Pontos fundamentais

O conjunto dos problemas da vida funcional dos bancários do BB passa por soluções apresentadas nos artigos 3 e 18 da minuta de reivindicações que tratam do PCR e Planos de Comissões, e que envolvem 100% dos trabalhadores. Para os representantes dos funcionários, em termos de carreira não é possível seguir sem melhorias, já que todos os problemas de assédio moral e fraudes generalizadas na empresa passam por falta de critérios e respeito para se manter e crescer na carreira. Os funcionários reivindicam que sejam reestabelecidos critérios de remoção automática sem discriminação e concorrência sem travas, pois hoje, segundo a representação do funcionalismo, apenas cresce na empresa quem é conhecido de gestores e quem se arrisca além dos normativos para cumprimento de metas, sendo que os bancários não concordam com isso.
 
Reivindicações
 
Entre os pontos apresentados pelo Comando estão as seguintes propostas: seleção interna para comissionamento, fim da perda de funções/descomissionamentos, volta dos caixas executivos para dotações das agências e inclusão na carreira de mérito para os caixas, fim das travas para concorrência e remoção automática, fim da perda de função por licenças e afastamentos, direito à adesão Cassi/Previ para todos, mudança nos comitês de ética para que tenha renovação da cláusula, assinatura da cláusula de Combate ao Assédio Moral da convenção coletiva firmada com a Fenaban e fim do voto de minerva na Previ.
 
Em relação à remuneração e carreira:
 
– aumento do piso, interstício de 6% e diminuição do tempo para aquisição das letras de mérito;
 – PLR (modelo debatido na Fenaban), sendo que qualquer modelo aditivo à Fenaban não terá vínculo com o programa Sinergia BB;
 – pontuação de mérito para caixas e escriturários;
 – VR para os caixas executivos e aumento no valor da gratificação de função;
 – efetivação dos caixas e que todos pertençam às dotações das agências;
 – gratificação de função de 55% para atendentes CABB, unificação dos atendentes A e B e tirar a trava de remoção (pela natureza do trabalho).
 
Sem redução de direitos
 
O banco chegou a sugerir a possibilidade de reduzir o número de dirigentes sindicais bancários e prazos para descomissionar, mas os representantes dos bancários não aceitam redução de direitos.
 
Bom pra todos
 
Os bancários reivindicam o fim dos truques que envolvem o Bom pra Todos. “É necessário que o banco tome medidas sérias para impedir que gestores obriguem os bancários a praticar venda casada entre outras fraudes, constrangendo os trabalhadores e aumentando a pressão por metas”, alerta William. “As tarifas devem ser reduzidas, pois para se ter direito a taxas menores do programa gasta-se mais de R$ 400”, completa.
 
Ameaças
 Os representantes dos funcionários condenam a atitude de gestores do banco que estão fazendo reuniões nos locais de trabalho para ameaçar funcionários sobre participação na greve. Eles cobram um posicionamento da direção do BB, uma vez que apostam na mesa de negociação e esse terrorismo nada contribui para a construção de propostas para um bom acordo.
 
Mobilização
 
A Comissão de Empresa, que assessora o Comando nas negociações com o BB, levará sugestão de Dia Nacional de Luta à reunião de avaliação do Comando Nacional, que deve acontecer nesta quarta-feira (22) após a negociação com a Fenaban.
 

Todos os trabalhadores devem intensificar os processos de mobilização, principalmente o segmento comissionado, que hoje é mais da metade da categoria, participando das atividades que estão sendo organizadas pelos sindicatos em todo país.

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