Em comunicado enviado ao Sindicato nesta segunda-feira, 17,  o Banco do Brasil, informou a entidade sobre a necessidade de suspensão da ação coletiva nº 810/2013, que trata do plano de funções, para que seja instalada a CCV – Comissão de Conciliação Voluntária, que foi aprovada em assembleia. O banco alega que a ação coletiva do Sindicato discute a validade do plano de funções.

Na assembleia realizada no dia 28 de maio, os bancários da base do Sindicato aprovaram a instalação da CCV, após amplo debate sobre a adesão ao acordo assinado entre a Contraf-CUT e o Banco do Brasil. Após a votação e aprovação, o Sindicato assinou o termo de adesão e o enviou ao banco.

O Sindicato enviará ofício ao Banco do Brasil questionando a suspensão da ação coletiva, uma vez que, no acordo de CCV, somente está prevista a suspensão das ações sobre jornada de trabalho, conforme abaixo:

“CLÁUSULA SEGUNDA: No ato de adesão à CCV, de que trata o Parágrafo Primeiro da Cláusula Primeira, o Sindicato assume o compromisso formal de suspender por 180 dias, contados daquela adesão, as ações judiciais promovidas por ele que versem sobre jornada de trabalho de comissionados, independente da fase processual.”

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato, o Jurídico do BB depois que o Sindicato assinou a CCV vem agora com um excesso de preciosismo, interpretando diferente uma cláusula do acordo. “Tentaremos negociar com o BB para que a comissão aprovada em assembleia seja instalada normalmente. O que percebemos é que, mais uma vez, o banco faz um jogo de empurra-empurra com os bancários. O Sindicato tentará negociar com o BB o entendimento sobre a instalação da CCV para que o desejo da assembleia seja estabelecido”, afirmou.

Veja o acordo na íntegra

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