“Pros desafios do presente, experimente o futuro com o Bradesco.” O mote da nova campanha do banco, lançada na semana passada, dá um recado muito triste a seus funcionários. “Daqui para frente, podemos esperar demissões, desemprego e falta de compromisso com o que foi acordado. É isso que o Bradesco vai impor aos trabalhadores se continuar com a postura apresentada na reunião de hoje”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e presidenta da Fetrafi-MG/CUT.

Ela se referia ao encontro por videoconferência, realizado com a COE, nesta quinta-feira, 8 outubro, no qual a direção do banco negou o cancelamento das 427 demissões realizadas até o momento e a suspensão de qualquer desligamento até 31 de dezembro.

“Houve negativa para as nossas reivindicações, mas estamos abertos a novas negociações nas quais podemos achar caminhos diferentes das demissões. Não poderemos permitir tamanho desrespeito do Bradesco com os funcionários que fizeram tanto pelo banco durante essa pandemia”, declarou Magaly.

Quando cobrado sobre o compromisso assumido no início da pandemia do coronavírus (Covid-19), o banco disse que as condições iam até maio e que os “ajustes” são por conta da restruturação. O movimento sindical discorda e garante que era até o final da pandemia, que ainda não acabou.

Por isso, na próxima terça-feira 13 de outubro, os funcionários do banco devem se juntar ao movimento sindical no tuitaço contra as demissões, a partir das 11h, com as hashtags #BradescoNãoDemita #BradescoPenseNoFuturo.

“Eles fazem campanha falando que estão se preparando para o futuro, mas se esquecem de pensar no futuro das famílias que estão desabrigando neste momento”, finalizou a coordenadora da COE Bradesco.

Para Geraldo Rodrigues, diretor do sindicato e membro da Coordenadção da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco o importante neste momento é lutar.  “A categoria tem que estar unida e mobilizada, porque só a luta garantirá a nossa Vitória. # Juntos Somos Fortes”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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