Em completo desrespeito aos trabalhadores e ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a direção da CAIXA divulgou, no dia 19 de abril, um comunicado interno no qual informa os empregados sobre o Programa Eficiência, que mira na redução de despesas operacionais em R$ 2,5 bilhões até 2019. A Fenae e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) já cobraram negociação sobre essa nova reestruturação e alertam para riscos à CAIXA 100% pública e às funções e direitos de todos os empregados.

O propósito do banco é implementar o programa em fases, com duração total de 18 meses. Segundo o comunicado divulgado, o primeiro foco será “eficiência e redução de despesas”, seguido de “processos e pessoas”. Esse trabalho será coordenado pela Diretoria de Organização e Estratégia (Deore) e abrangerá todas as 22 diretorias do banco.

“Essa nova reestruturação na CAIXA terá impacto negativo no papel social do banco, confirmando o que já vinha sendo denunciado por entidades sindicais e do movimento associativo: a intenção do governo de acelerar o processo de encolhimento do maior banco público do país, comprometendo a execução de políticas públicas e retirando direitos dos trabalhadores. Processos relacionados ao FGTS, repasses e financiamentos públicos, programas sociais e habitação serão os mais afetados pelas mudanças”, destaca o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Transparência

Até o momento, a representação dos empregados não recebeu nenhuma informação oficial do banco sobre os impactos das mudanças provocadas pela reestruturação e sobre como ficará a situação dos empregados afetados. O Acordo Coletivo de Trabalho prevê que a CAIXA debata previamente com as entidades representativas qualquer medida relativa a programas de reestruturação.

“Vamos cobrar respeito aos direitos e às carreiras dos trabalhadores, que, com muito esforço, contribuíram para o crescimento da empresa, que se tornou um dos maiores bancos do país. Não podemos admitir que medidas dessa natureza sejam tomadas sem amplo debate com os empregados. Nossa luta é por uma CAIXA 100% pública, que atenda às necessidades da sociedade brasileira e que também respeite e valorize seus trabalhadores”, enfatiza o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

O bancário lembra também que está marcada para esta terça-feira, 24, a mesa de negociação permanente entre a representação dos empregados e o banco. Ele destaca que a nova reestruturação não pode buscar reduzir despesas operacionais às custas das funções dos trabalhadores, com políticas de descomissionamentos arbitrários. “Não aceitaremos retirada de direitos. Também nos preocupam os impactos sobre a CAIXA 100% pública, sua função social, tão fundamental para o país”, afirma.

Mobilização contra retrocessos

Diante da atual conjuntura de ameaças privatistas e de ataques aos trabalhadores e aos seus direitos, vindas do atual governo e de pré-candidatos de direita à Presidência da República, é fundamental que os empregados reforcem a mobilização.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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