A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa) vai analisar a decisão do banco de retirar, já a partir deste mês de julho, o adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor. Em mensagem enviada nesta terça-feira, 5, aos trabalhadores, a CAIXA alegou que a medida está baseada em laudos técnicos realizados nas unidades que possuem esse tipo de atividade.

A demanda por um ambiente mais saudável para os cerca de 900 avaliadores em todo o país é reivindicação histórica da categoria. Porém, apesar de o banco afirmar que houve melhorias, relatos de avaliadores que participaram do 32º Conecef, realizado há duas semanas, apontam em sentido contrário.

Para avaliar a situação, as entidades de representação dos trabalhadores já entraram em contato com a Fundacentro, que é vinculada ao Ministério do Trabalho e tem expertise na área de segurança, higiene e saúde no trabalho. Além disso, será realizada perícia técnica para verificar os riscos enfrentados por estes trabalhadores.

Entre as principais ameaças da função, está a manipulação de produtos químicos tóxicos. Mais recentemente, atendendo reivindicação do movimento sindical, a CAIXA instalou exautores nas bancadas, equipamentos muito questionados pelos próprios trabalhadores. Outro problema verificado através de análise inicial é que os laudos do banco não fazem referência ao espectrômetro, um serviço automatizado que identifica, por fluorescência de raios x, as ligas metálicas das joias.

O adicional de insalubridade pago até então para os avaliadores de penhor corresponde a meio salário mínimo, o que não representa um grande valor para a CAIXA e não paga a saúde do trabalhador. O objetivo é que os resultados da perícia técnica saiam até a próxima terça-feira, 12 de junho, quando o assunto estará na pauta da negociação extraordinária com o banco.

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