15/03/2012

 

Durante a greve dos vigilantes, o Sindicato constatou que a CAIXA vem descumprindo a lei federal n º 7.102/83 que determina a presença de vigilantes para que as agências bancárias possam abrir suas portas e o próprio regimento interno do banco, que proíbe o funcionamento de agências sem a presença de vigilantes. Foi o caso da agência Canaã em Sete Lagoas que durante a greve atendeu vários clientes sem a presença de vigilância armada e das agências Sete Lagoas e Pedro Leopoldo, que atenderam com o quadro de vigilantes incompleto colocando em risco a vida dos bancários, clientes e usuários.

O Sindicato entrou em contato com a GISEG (Gerência de Filial de Segurança Empresarial) da CAIXA que demonstrou a sua preocupação apenas em manter as agências funcionando sem atentar para a segurança. “Ao conversarmos com o setor de segurança da CAIXA para cobrar o cumprimento da lei, notamos que eles estão muito mais preocupados em garantir o funcionamento do banco, abrindo as agências a qualquer custo, do que com a segurança das pessoas. Isso é muito grave”, ressaltou o empregado da CAIXA e presidente do Sindicato, Cardoso.

A presença dos vigilantes nas agências bancárias é exigida para vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas. Os estabelecimentos que não cumprirem a lei poderão ser multados pela Polícia Federal. O local só poderá abrir com o quadro completo de vigilantes da agência. Caso contrário, o Sindicato alerta que a agência tem que permanecer fechada e sem bancários trabalhando.

A abertura das agências sem a presença dos vigilantes é uma medida irresponsável e perigosa, que contribui ainda mais para a ocorrência de crimes. Se, com os vigilantes já há risco de assaltos a agências e outros crimes, como as saidinhas de banco, sem todo o aparato de segurança necessário para uma unidade funcionar a situação tende a ficar ainda pior.
Os bancários devem denunciar ao Sindicato as agências que estiverem infringindo a lei pelo telefone 31 3279-7800 ou pelo site do Sindicato através do Fale Conosco.

 

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