A CAIXA lucrou R$ 5,6 bilhões no 1º semestre de 2020, queda de 31% em relação ao mesmo período de 2019 e de 16,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior (o lucro no 2º trimestre foi de R$ 2,6 bilhões).

De acordo com relatório da CAIXA, a redução do lucro se deu, principalmente, em razão da redução da margem financeira em aproximadamente 23,6% e de 15,1% nas receitas de prestação de serviço, compensadas parcialmente pelo recuo de 1,1% na despesa de pessoal, e estabilidade das outras despesas administrativas.

Na comparação trimestral, a redução da margem financeira foi de 9,6%, influenciada pelas reduções de 9,3% em receitas de operações de crédito e 17,6% em resultado de TVM e derivativos, compensadas pela redução de 14,9% em despesas de captação. A rentabilidade foi de 12,07%, com queda de 7,59 pontos percentuais em doze meses. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio da instituição no semestre foi de 12,07%, com queda de 7,59 pontos percentuais.

“Ao analisar a queda na comparação com períodos anteriores devemos analisar que estamos vivenciando um período de pandemia, com forte retração econômica. Ainda assim, a CAIXA teve lucro. Lucro este que reflete o esforço dos empregados não só no atendimento do social, mas também na parte comercial do banco. E isso reforça a necessidade que a CAIXA tem de reconhecer e valorizar seus empregados, não só fazendo vídeo falando isso, mas efetivamente garantindo seus direitos, garantindo aumento real dos seus salários e acatando as demais reivindicações apresentadas na mesa de negociação do nosso acordo coletivo (ACT). Não existe CAIXA sem seus empregados”, afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) ao lembrar da reunião marcada para a tarde desta quarta-feira, 26 de agosto, logo após o enceramento da mesa única de negociação com a Fenaban.

Empregos X receitas

Segundo a análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a CAIXA encerrou o 1º semestre de 2020 com 84.320 empregados, com abertura de 207 postos de trabalho no trimestre, entretanto, teve fechamento de 58 postos de trabalho em relação ao 1º semestre de 2019. Em doze meses, foram fechadas duas agências, 28 postos de atendimentos e 16 lotéricos. Em contrapartida, a CAIXA registrou incremento de aproximadamente 27 milhões de novos clientes.

As receitas de prestação de serviços e com tarifas bancárias caíram 15,1% em doze meses, totalizando R$ 11,185 bilhões no semestre. As despesas de pessoal, considerando-se a PLR, diminuíram 2,42% em doze meses, atingindo R$ 11,6 bilhões no período. Assim, no 1º semestre de 2020, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 98,15%.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

 

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